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18 de setembro de 2009

PAÇO DE ARCOS VISTO POR PASSAPORTE 02

ANOS 40 DO SÉC.XX

Fotografias de Paço de Arcos tiradas por António Passaporte durante os anos quarenta do séc. XX.

(Clique 2 vezes sobre as fotos para as ampliar.)

Vista parcial do trecho ribeirinho e abertura oceânica.


Vista parcial.


Jardim, baía e trecho da Marginal.


Jardim e Marginal.


Jardim, baía e trecho da Marginal.


Palácio dos Arcos.


Palácio dos Arcos.


Paço senhorial dos Conde de Alcáçovas.


Rua Costa Pinto.


Estrada Marginal.


Praia dos Pinheiros.


Praia dos Pinheiros.


Praia de Paço de Arcos, barracas e toldos, com o Bugio no horizonte.


Praia das Fontaínhas.




Nota - As legendas das fotos são do próprio António Passaporte, segundo o seu arquivo e que constam da publicação "O Olhar de António Passaporte", edição da CMO.





Colaboração do Bardino Vitor Martinez



PAÇO DE ARCOS VISTO POR PASSAPORTE 01

Não é uma figura da nossa vila, mas é uma figura do nosso país que marcou de forma distinta a fotografia do século XX, pela forma como fotografou esse mesmo país, deixando um legado às gerações futuras de que se pode justamente orgulhar, referente principalmente ao período dos anos 40 aos anos 60 e em especial ao concelho de Oeiras, onde obteve um espólio de grande significado.

Referimo-nos a naturalmente a António Passaporte, fotógrafo emérito, que documentou de forma indelével todo o nosso Portugal e em especial, para nós paço-arquenses, o nosso concelho e a nossa vila.



António Passaporte nasceu a 24 de Fevereiro de 1901 em Évora, onde viviam os seus pais. José Passaporte, seu pai, era um conceituado fotógrafo, chegando a ser designado "Photographo da Casa Real". António Passaporte viveu em Évora e em diversas cidades de Angola, onde seu pai exerceu a sua profissão, tendo passado a viver, a partir de 1923, em Madrid, onde casou e onde se iniciou na arte fotográfica mais em profundidade, principalmente na fotografia de paisagens e monumentos.

A partir de 1926 António Passaporte fotografa paisagens, monumentos, eventos históricos, cenas de guerra, marcas comerciais, praias, ruas, edifícios, etc., sendo a determinada altura chamado de "caçador de imagens".



Depois de uma breve passagem por França, regressa a Portugal no Verão de 1939, passando a residir em Lisboa e reiniciando aqui a sua actividade de fotógrafo. A Exposição do Mundo Português, em 1940, permitiu-lhe a possibilidade de produzir aquilo que era a sua especialidade e que a sua estadia em Espanha lhe tinha dado grande experiência: a produção de postais ilustrados, em grande escala.

Começa a fotografar a Costa do Sol, depois percorre todo o país de norte a sul, de este a oeste, divulgando as imagens de cidades, vilas e sítios de interesse turístico, dando essas imagens origem a sucessivas colecções de postais, a preto e branco primeiro e depois a cores, que divulgaram de forma expressiva a imagem do nosso país interna e externamente.



António Passaporte era extremamente exigente na produção das suas fotografias e das colecções de postais, e, embora tivesse pessoal trabalhar por sua conta, incluindo o seu filho Rudolfo, era ele próprio que se encarregava de fazer determinadas operações que só ele achava que as podia executar.

É um inovador em termos de maquinaria e em 1953 compra uma máquina e um conjunto de objectivas Linhof, que importa da República Democrática Alemã e é com este material que, aos fins-de-semana, percorre Portugal de lés-a-lés, tendo concebido um tripé-escada e um sistema de fixação dos tripés das máquinas ao tejadilho dos seus automóveis.



A partir dos anos sessenta António Passaporte abandona lentamente o método de levantamento fotográfico do país, passando a dedicar-se à fotografia a cores, desenvolvendo a produção de postais ilustrados também a cores do património histórico português, desconhecido até então do grande público.

Com o passar dos anos António Passaporte foi diminuindo a sua actividade, realizando fotografia até 1975, passando os últimos anos da sua vida dedicado a escrever as suas "Memórias da Guerra Civil Espanhola", ainda inéditas, falecendo em 1983, com oitenta e um anos.



Deixou um legado fotográfico imenso (à data da sua morte tinha depositado no seu estúdio, para venda, cerca de um milhão de postais ilustrados a cores e a preto e branco), e o seu nome ficou gravado a letras de ouro na história da imagem fotográfica portuguesa das décadas de quarenta a sessenta do séc. XX.



É pois com a colaboração deste emérito fotógrafo, que gostaríamos de partilhar convosco algumas imagens que ele recolheu na nossa vila e que serão publicadas em "posts" seguintes, contribuindo desta forma, não só para dar a conhecer as imagens da nossa vila, como também para prestar sincera homenagem a este grande fotógrafo.



Nota - Os nossos agradecimentos ao autores da publicação "O Olhar de António Passaporte", edição da CMO, que nos possibilitaram recolher elementos para o texto que acima publicamos. A eles o nosso muito obrigado.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez