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13 de abril de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 10







Colaboração dos Bardinos Carlos André e Vitor Martinez.


2 de abril de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 09

PAÇO DE ARCOS FOI ASSIM!!!

Aqui há não muito tempo, chegou-nos às mãos, por mero acaso, um catálogo de uma exposição realizada pela CMO em 1995, denominada "PARA UMA HISTÓRIA DOS LAZERES NO CONCELHO DE OEIRAS", onde constam alguns textos dedicados à nossa vila.

Aqui ficam esses textos, acompanhados de algumas fotos que estão também incluídas nessa publicação, e que esperamos façam as delícias dos que os lerem, como o fizeram a nós.


A Av. Marquês de Pombal em Paço de Arcos -
um espaço de "reinação".
Reprodução fotográfica.
Bilhete postal nº 1864
Edição de Alberto Malva
Colecção Isidro Rodrigues Gomes



1.
OEIRAS (1906) 9300 HABITANTES Distrito de Lisboa

Vila situada a 14 quilómetros de Lisboa e onde existe o palácio do antigo marquês de Pombal. À beira do Oceano formou-se há pouco uma nova estância balnear muito aprazível denominada Santo Amaro. A dois quilómetros existe Paço de Arcos, que tira o seu nome dos arcos sob que assenta a fachada do sul do antigo palácio dos condes das Alcáçovas. É lugar seco, varrido pelo vento norte de Junho a Outubro, e sadio. Tem excelente praia de banhos, junto á Caldeira, em Paço de Arcos, mas toda a praia desde Caxias até à estação dos torpedeiros é segura e fácil para banhos. Os seus banheiros são experientes e de confiança, em geral bons nadadores, e alguns ainda descendentes do velho patrão Joaquim Lopes.



As tradicionais cavalhadas em Paço de Arcos,
na festa do Senhor Jesus dos Navegantes (1921)
Reprodução fotográfica.
Ilustração Portguesa, Lisboa, II
Série nº 814, 24/9/1921
Colecção Particular


2.
Principais lugares do concelho:

Paço de Arcos

Alfaiate: 1

Banheiros: 4
João Faustino Dias; Raimundo Baptista; Roque Maia; Viúva de Quirino Lopes;

Barbeiros: 3

Bilhar: Sala do Club de Paço d'Arcos

Casas de pasto: 3

Casino: 1

Cervejarias e confeitarias: 3

Escolas Oficiais: 1 sexo masc. com 1 professora; 1 do sexo feminino com 1 professora

Hospedarias: 2

Médico: 1

Mercearias: 5

Parteira: Maria Peixaranha

Farmácia: 1

Praça de touros

Sapatarias: 3

Sociedade de Recreio: Filarmónica: Sociedade Musical

Casino: (aberto durante a época balnear)

Teatro: Club de Paço d'Arcos

Anuário Commercial de Portugal (1905) Lisboa



Velas em regata frente a Paço de Arcos.
Reprodução fotográfica.
Bilhete postal
Edição Campos Pereira
Colecção Isidro Rodrigues Gomes


3.
Lisboa - 1.10.93

No dia 17 do passado o Clube Velocipedista de Portugal, realizou o passeio oficial em que tomou parte um grupo de sócios.

Do clube partiram às 7 horas e meia da manhã reunindo-se alguns sócios durante o trajecto até Paço de Arcos, onde ficaram os velocipedistas que tomaram parte nas corridas e os seus entroineurs, partindo somente para Cascais uns 20.

O almoço foi servido no hotel Bragance, e correu animadíssimo, sendo a cozinha preparada a capricho pelo snr. Mazery, proprietário do hotel e sócio correspondente do clube.

Em seguida ao almoço os velocipedistas dividiram-se em grupos partindo em diferentes direcções para ver os principais pontos de Cascais e arrabaldes, não se esquecendo de visitar a Boca do Inferno e a Guia. A retirada para Paço de Arcos fez-se à vontade ficando em Cascais somente o presidente da direcção que servia de controleur dos seniores, no local da volta a Paço de Arcos.

Em Paço de Arcos a comissão dos festejos, auxiliada pelo director do Clube Velocipedista, snr. Batalha, era incansável, dispondo e preparando tudo com uma atenção minuciosa, pelo que é digna dos maiores elogios.

Às 3 horas da tarde, em frente do Clube e no terraço via-se um mar de cabeças humanas, sendo difícil poder-se transitar. Uma mistura enorme de cores garridas dos trajes de corridas, azuis, brancas, amarelas etc., etc., que produziam um lindo efeito.

É uma das festas onde se encontram mais senhoras, que com a sua presença gentil abrilhantam uma corrida, considerada a que até hoje melhor recepção teve, cá pelos nossos sítios, podendo dizer-se que a aristocracia deu as mãos ao povo confraternizando na melhor harmonia.

Às 3 horas e meia oito corredores postados em duas fileiras esperam o sinal de partida dado pelo sr. Batalha.

Atenção! Um, dois, três!

Partem.

Entraram os snrs. José d'Orey, Carlos Basto, António Santos, Idumeu Rocha, Val Verde, Álvaro Gaia, Figueiredo e Alberto Borges de Sousa.

Chegaram a Cascais pela seguinte ordem: d'Orey, Pinto Basto, Figueiredo, Borges, Santos, Val Verde e Rocha, tendo desistido Gaia.

Na volta para regresso, Borges foi chocar com Figueiredo ficando o primeiro com a bicicleta sem poder seguir. Figueiredo seguiu, mas pouco mais adiante, no Estoril, passou por cima de um cão dando uma formidável queda que o inutilizou de prosseguir.

Chegam em primeiro lugar d'Orey, obtendo medalha de vermeil; 2°. Pinto Basto, medalha de prata; 3°. Santos, medalha de cobre.

Para a 2a. corrida apresentam-se os snrs. Del Negro, Francisco Anjo, O'Neill, Cândido Silva e João Marques, passando a Carcavelos (ponto em que voltaram pela seguinte ordem: Del Negro, Anjo, O'Neill e Silva e assim chegaram à meta, obtendo o 1º. medalha de prata e o 2°. medalha de cobre.

À noite foi a entrega de prémios, tendo a comissão convidado o snr. Aníbal Pinto a fazer a distribuição.

Colocaram medalhas, duas senhoras de Paço de Arcos, uma senhora banhista, o presidente do Clube e o presidente da Câmara, que era o presidente da comissão.

Foi uma tarde em que o sport velocipédico subiu alguns degraus do trono a que tem de ser elevado.

Reuniram-se mais de 60 velocipedistas, a maior parte montados nos seus corséis de aço que os trouxeram até Lisboa.

A. P.
"O Velocipedista " (1893)



Festa em honra do Senhor Jesus dos Navegantes,
em Paço de Arcos - Benção dos barcos (1955)
.
Reprodução fotográfica.
Jornal do Pescador, Lisboa, ano XVII, nº 201
Outubro de 1955
Colecção Particular


4.
Seguindo e passando a ponte de Caxias logo se me deparou novo quadro, outra gente, diversa vida e animação. Oh! lá está Paço de Arcos, o alegre, divertido e folgazão com sua vedeta avançada, o forte de Giribita [...].[...]Quem esqueceu já ou poderá esquecer nunca os lindos "soirées au clair de la lune", tão concorridos, festejados e divertidos?

Em vista de tão auspiciosa e encantadora perspectiva despedi imediatamente burro e burriqueiro seguindo a pé, e a fortuna de saco às costas e queijado na mão, qual peregrino errante, até ao mesmo forte, estância a mais favorita das elegantes que se banham naqueles mares; e vêm pela tarde passeando até ali, sentar-se e tomar fresco, espairecer a vista por outeiros verdejantes e refrescá-la sobre as águas do Tejo, ou derriçar.

D. José Continha de Lencastre (1868)





Colaboração do Bardino Vitor Martinez.

1 de abril de 2010

MAIS RECORDAÇÕES

O PIROLITO

Não tem a ver propriamente com a nossa vila de Paço de Arcos, era um "fenómeno" nacional no seu tempo, mas merece aqui o seu destaque, dado que ainda hoje, a propósito de algumas situações se diz que "fulano não bate bem da caixa dos pirolitos"!!! (Qual será a relação???!!!).

Por isso aqui deixamos, com a devida vénia do blog SIMECQ Cultura, de onde extraímos o texto a seguir, alguma informação daquela que foi, na nossa meninice, a nossa bebida preferida: o Pirolito.



"Estou mesmo a ouvir, alguém que dê com os olhos neste post e, não seja propriamente de idade muito jovem, dizer de imediato:_Olha…o Pirolito!...

Pois é…será logo identificado e recordado como uma das bebidas mais populares durante a primeira metade do Sec.XX.Era uma bebida preparada com um xarope de açúcar, ácido cítrico e essência de limão aos quais, depois, se adicionava gás carbónico. A principal particularidade estava no formato da garrafa e no sistema que a fechava.

O gargalo era abaulado e tinha duas “amolgadelas” laterais que serviam para segurarem um berlinde de vidro que, pela acção do gás introduzido era assim empurrado até um aro de borracha, fechando a garrafa hermeticamente. Para a abrir era um dedo que fazia descer o dito berlinde e, consequentemente, permitia a entrada do ar dentro da garrafa.


Hiram Codd (1838-1887)


Apesar do nosso apego à forma da garrafa o seu formato não é português. A garrafa de pirolito foi inventada por um inglês, Hiram Codd, que registou a patente em 1872. Foi criada com o fim de ser usada para bebidas gaseificadas, como a soda, águas minerais, limonadas e foi usada em toda a Europa e Estados Unidos.

O facto de existir esse berlinde era mais um aliciante para que os miúdos, depois de bebido o refrigerante, partissem a garrafa para retirarem a bolinha de vidro com a qual iriam então jogar renhidas partidas de “bilas”.

Espalhavam-se de Norte a Sul do país as fábricas que se dedicavam ao fabrico dos Pirolitos que, à época, era, sem dúvida alguma o refrigerante mais popular e mais barato. Custava, nos anos 40 cerca de $50 e depois, nos anos 50, estava em 1$20.

E é justamente na década de 50 que começa o declínio deste refrigerante. A legislação, preocupada com a higiene no seu fabrico obrigou a dispendiosas remodelações nas fábricas e, este modelo da garrafa com a esfera de vidro dentro foi abolido por ser considerado de difícil limpeza. Pensamos que ainda se venderam Pirolitos em garrafas fechadas com caricas mas, isso já não tinha graça nenhuma.

Acontece que, em algumas feiras de velharias, ainda vemos garrafas destas o que deve constituir uma curiosidade para a gente mais jovem. Mas, acreditamos que, por perto, esteja sempre quem a possa esclarecer sobre aquela garrafa com um berlinde lá dentro."


Rótulo de uma garrafa de pirolito de
uma fábrica da Lourinhã.



(Ainda me lembro de ir assistir aos jogos do Oriental, no campo Eng. Carlos Salema, no Bairro Chinês, em Marvila, com o meu avô e os meus pais, e no intervalo beber o meu pirolito. E que bem que me sabia!!!).





Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


24 de janeiro de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 08

PAÇO DE ARCOS
ANTIQUÍSSIMO

Algures, no ‘tempo da outra senhora’, como eles diziam, uma Paçoarquense desgostosa do amor da sua vida, decidiu escrever um postal de desabafo ao seu ‘mais que tudo’.

O que lhe ia na alma era muito e o espaço para prosa pouco. Assim resolveu escrever da esquerda para a direita e de baixo par cima.

Não perceberam? Olhem mais para baixo que vão concordar comigo.



Também tentei decifrar o texto. Muito complicado.

Imagino mesmo que o objecto de tanto fervor, o tal de Mário, não deve ter conseguido perceber patavina, isto se sequer tentou.

É que eu até de lupa me empenhei, com fracos resultados e muito tempo gasto.



Meu querido Mário,

Preciso saber sem falta se já não queres saber de mim ou que se está passando entre nós dá a entender que já não te importas comigo. Hontem domingo foi um dia de tristeza pois este passar ????????? nunca teres tempo de saber de mim. Não porque eu me importe de tu te divertires nem tenho nada com isso, mas custa-me bastante que me desprezes desta forma. Sempre és muito ingrato. Não sei como te peça para cá vires um bocadinho. Já estás melhor? Logo que possas escreve-me ???????? estimo muito e tenho sofrido bastante com o teu desprezo.

Sempre tua,
Maria


PS – Só por curiosidade; alguém me alvitra uma data?




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.



CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 07

PAÇO DE ARCOS – 1946

Dá-se um rebuçado por cada puto identificado.
Uma dica. Era uma turma da professora Marcela, na foto.
Sei identificar dois ou três, mas não digo.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.



23 de janeiro de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 06


Postal Ilustrado





Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


21 de janeiro de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 04


...à vela desde o séc.XIX


Já aqui foi mostrado num post recente, um cartaz-programa a anunciar a realização de Regatas em Paço de Arcos no ano de 1856, patrocinadas pelo rei D. Pedro V e organizadas pela Real Associação Naval.

Como, entretanto, tivemos acesso a um texto onde se faz referência a essa regata, voltamos ao tema, mostrando o programa e o texto.


_____________*****_____________


"A orla ribeirinha de Oeiras tem uma linha de costa com cerca de 9 km de extensão, de contornos em forma de enseada que constituem as praias e ainda algumas linhas de falésia.

De assinalar a constância dos ventos marítimos de Noroeste durante quase todo o ano, com especial incidência no Verão, permitindo condições de excelência para a prática da vela no rio Tejo.

A presença de velejadores e de numerosas embarcações de recreio ao largo de Paço de Arcos, Caxias, Dafundo e Algés tem sido notória e os registos históricos asseguram intensa actividade náutica desde meados do séc. XIX – as famosas regatas – com provas de vela envolvendo diferentes tipos de embarcações e separadas por categorias ou classes.

A 19 de Agosto de 1852 realizou-se uma regata no Dafundo ," (...) correndo quatro contendores: o Arrow, o Corsa, o William & Edward e o Patusco. (..) Foi mesmo noticiada no The Illustrated London News de 11 de Setembro de 1852." (1) Em 1852, por ocasião das festas de Paço de Arcos, o Conde das Alcáçovas, organizou uma regata para barcos entre 7 e 13 toneladas na maioria “caíques”.

A partir de então passaram a realizar regatas com uma certa regularidade,
frequentemente sobre a presidência do infante D. Luís. A Real Associação Naval , sob a protecção do senhor D.Pedro V, organiza, o programa de regatas de vela e a remos a 2 de Agosto de 1856 em Paço de Arcos.

A competição envolvia já uma cuidadosa preparação, registo das embarcações,
regulamento, comissão de regata, mapa da carreira e atribuição de prémios às diferentes categorias."


(1) História da Vela em Cascais, CMCascais, Junho 2007, pág. 14.




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



19 de janeiro de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 04


Postal Ilustrado



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 03


Programa de Regata em Paço de Arcos,
no ano de 1856




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 02




in Revista Ilustração Portuguesa Nº 342
de 9 de Setembro de 1912



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 01


in Revista Ilustração Portuguesa Nº 476
de 5 de Abril de 1915




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.