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6 de março de 2012

A PENSÃO MOREIRA

1958 XIII Campeonato do Mundo – Porto
A consagração

Após a conquista da “Taça Lusitânia”, no Torneio da Páscoa em Montreux, a nossa delegação foi informada que Alberto Moreira, Fernando Adrião, Francisco Velasco e Amadeu Bouçós, tinham sido convocados para integrar o lote de jogadores da Selecção Nacional, em trabalhos com vista ao Mundial que se realizaria no Porto.

Sempre que estávamos em Lisboa, nossa segunda casa, instalávamo-nos no Hotel Miraparque, convenientemente fronteiro ao Pavilhão de Desportos onde se efectuavam os treinos. Todavia, como eu estava cansado do ambiente de hotéis, de turistas e comerciantes, decidi mudar de ares. Assim, arrumei os meus haveres e peguei um táxi, dando-lhe instruções para que seguisse pela marginal. Para onde? – Questionava ele e eu respondia-lhe: Vá andando…

Momentos depois, dei subitamente com um sinal de tráfico que apontava para “Paço de Arcos” – Siga por aí! – Gritei-lhe, entusiasmado. Aquela era a terra do Emídio Pinto, do Jesus Correia e do Correia dos Santos, grandes ícones da minha juventude. Com uma guinada o motorista fez o desvio e entramos lentamente na Vila até que o mandei parar, mal li numa fachada o nome “Pensão Moreira”. Um edifício antigo, com uma entrada estreita e o desafio imediato de trinta degraus em linha recta até ao piso superior.

Instalado numa suite enorme com vista para o mar, sempre mais barata que os quartos dos hotéis, informei a Federação do meu novo endereço e deixei mensagens aos meus colegas para que não pensassem que tinha sido raptado. Depois das arrumações, desci, escolhendo uma direcção e fui andando até dar com a Esplanada dos Cacetes, ponto de encontro dos locais. Sentei-me para uma bica, e pouco tempo depois estava rodeado por pessoas anónimas que tinham acabado por me reconhecer. Foi com emoção que retribui as manifestações de carinho com que me prodigalizaram. As notícias voam céleres e minutos depois estava abraçado ao Virgílio que possuía um talho mesmo defronte da Pensão.

Dois dias depois chegavam os meus companheiros, Moreira, Adrião e Bouçós, (que devem ter sentido falta da minha companhia?) e a partir de então, os “Cacetes” passou a ser o local de reunião, onde as brincadeiras e piadas eram uma constante que nos divertia imenso. A Pensão ficou por nossa conta, pois os hóspedes eram meia dúzia de velhotes que nunca protestaram com o alarido que causávamos ou com o toque estridente da campainha, uma daquelas de se puxar por uma corda ao alcance de quem chegava à porta.

Cumprimos os treinos em Lisboa e partimos para o Norte, para o estágio que teve lugar na Estalagem do Lidador, na Maia, sob a inesquecível liderança de Emídio Pinto, auxiliado pelo treinador António Henriques e que deram origem à Grande Família que se formou e se solidificou de forma tranquila e em franca camaradagem.

Quando me refiro à Grande Família, ela não se trata duma figura de retórica, existiu mesmo e nasceu na Esplanada dos Cacetes e consolidando-se eventualmente na Maia, na Estalagem do Lidador.

Tenho novamente de render a minha homenagem ao Seleccionador Nacional Emídio Pinto, esse grande leader que duma forma notável deixou de lado a tabuleta do cargo e passou a ser um de nós. Brincalhão, como todos os outros, incluindo o impagável António Henriques, seu treinador adjunto, dirigiu o barco sem ser visto a comandar mas rumando sempre na direcção que deve ser o objectivo primordial de qualquer seleccionador ou treinador: Criar o espírito de Grupo.

(Texto publicado no Blog Fernando Velasco)




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



A PENSÃO MOREIRA


Encontrámos no jornal "A Voz de Paço de Arcos" um texto do bardino Fernando Sampaio, que em tempos foi publicado aqui no blog.


Dada a actualidade de que o referido texto dá mostra, assim como vir acompanhado nesta publicação do jornal por uma foto do interior da Pensão Moreira, que é um documento de alguma raridade, tomamos a liberdade de o publicar novamente.

Curiosamente, aquando de algumas pesquisas na internet em referência à Pensão Moreira, encontrámos um outro texto, extremamente curioso, da autoria de um hoquista famoso, de seu nome Velasco, campeão do mundo e que publicaremos no post seguinte.

Com a devida vénia à "Voz de Paço de Arcos" pela publicação da foto, aqui fica o texto do bardino Fernando Sampaio.


A PENSÃO MOREIRA

Pensão Moreira - Sala de Jantar

Quem não se lembra da saudosa pensão Moreira? Quantos de nós nos idos anos de cinquenta do século passado iniciámos a nossa internacionalização com alegres grupos de espanholas que demandavam as nossas paragens com a convicção de que estavam a visitar o melhor sítio do mundo?

Por onde ficou a selecção dos moçambicanos para a preparação da conquista de mais um campeonato do mundo de hóquei em patins (facto já referido nos nossos apontamentos)?

E que dizer do Ravella, que integrava um grupo mundial de luta livre, e tinha por hábito numa simples refeição varrer meia dúzia de frangos ou duas centenas de sardinhas assadas, junto à bomba do Abílio, nas instalações do armazém de vinhos?

Pois, da pensão Moreira pode dizer-se que deixou saudades, mas o que verdadeiramente se lamenta é que Paço de Arcos não tenha no seu centro uma simples residencial que estimule a visita e pernoita de forasteiros atraídos pelas nossas belezas (e são bastantes); a rua Costa Pinto, no imóvel agora pertença da Câmara situado ao lado da farmácia, ou no espectacular edifício onde funcionou o centro da Mocidade Portuguesa (versus Dany/prof Coelho) seria uma boa resposta a essa necessidade.

Bardino Fernando Sampaio


6 de dezembro de 2011

ANIVERSÁRIO DA FREGUESIA DE PAÇO DE ARCOS


Vai amanhã, dia 7 de Dezembro, comemorar-se mais um aniversário da criação da Freguesia de Paço de Arcos, o que se verificou no ano de 1926.

Agora que está em discussão o reordenamento da freguesias no país inteiro, e embora já aqui o tivéssemos feito, voltamos a postar o decreto-lei que deu origem à criação da Freguesia de Paço de Arcos, e a sua fundamentação:

...

O Governo da República, reconhecendo o desenvolvimento de Paço de Arcos como estância balnear, o seu valor comercial e industrial, prestou-lhe a justiça de elevar a povoação à categoria de vila e sede de freguesia por decreto-lei nº. 12:783, de 7 de Dezembro de 1926, a seguir transcrito:

Atendendo à representação apresentada por alguns cidadãos eleitores da freguesia de Oeiras, do concelho do mesmo nome, para que seja criada uma nova freguesia denominada Paço de Arcos, com sede na mesma povoação;

Considerando que a aludida povoação pelo incremento que tem tomado, quer como estância balnear, quer como centro comercial, é digna de ser distinguida com aquela denominação e ainda com o título de vila;

Tendo em conta as informações oficiais a que se procedeu:

Em nome da Nação, o Governo da República Portuguesa decreta, para valer como lei, o seguinte:

Artigo 1º. - É criada a freguesia de Paço de Arcos, constituída pelas localidades de Paço de Arcos, Lagoal, Caxias, Cartuxa, Gibalta, Laveiras, Murganhal, Terrugem de Baixo, Terrugem de Cima, Fonte de Maio e Espargueira, com sede na povoação de Paço de Arcos.

Artigo 2º. - A delimitação da nova freguesia, desmembrada da de Oeiras, começa pelo lado sul na praia denominada do Inglês Morto, pela Rigueira do Espargal à estrada nacional nº. 67, na passagem de nível do caminho de ferro de Cascais na Espargueira, seguindo pelo poente e norte em linha curva à Rigueira de Arcos, na estrada nacional de Paço de Arcos ao Cacém, seguindo ainda pelo lado do norte ao Murganhal, onde limita com a freguesia de Barcarena, compreendendo as localidades da Espargueira, Alto de Feixe a Feixe, Fonte de Maio, Terrugem de Cima, Terrugem de Baixo, Cartuxa, Laveiras e Murganhal. Daqui vai limitar pelo nascente até à Gibalta com a freguesia de Carnaxide, servindo de delimitação pela parte marginal a estrada nacional nº 67, de Gibalta à passagem de nível do caminho de ferro na Espargueira, compreendendo as povoações de Gibalta, Caxias, Lagoal e Paço de Arcos, indo terminar à praia do Inglês Morto, ponto de partida.

Artigo 3º. - A sede da freguesia a que se referem os artigos anteriores, Paço de Arcos, é elevada à categoria de vila.

Artigo 4º. - Fica revogada a legislação em contrário.

Paços do Governo da República, em 7 de Dezembro de 1926.


Da bardinagem aqui ficam os nossos parabéns por mais este aniversário e que esta data se repita por muitos e bons anos!!!






Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


7 de setembro de 2011

AGORA É QUE É!

 O PALÁCIO, FINALMENTE,
VIRA HOTEL

Adaptação a unidade hoteleira do Palácio dos Arcos

Contrato de promessa de constituição direito de superfície assinado hoje.

Na sequência do concurso público tendo em vista a concepção, adaptação a unidade hoteleira e exploração do Palácio dos Arcos, em Paço de Arcos, representantes da Câmara Municipal de Oeiras e da Sociedade de Empreendimentos Turísticos Vila Galé assinam, dia 7 de Setembro, às 11.00h., no edifício dos Paços do Concelho, contrato de promessa de constituição de direito de superfície.

O documento prevê a constituição, pelo Município e a favor da sociedade Vila Galé, do direito de superfície sobre dois prédios urbanos e um prédio rústico, tendo por fim exclusivo a adaptação do prédio urbano situado no Largo Conde de Alcáçovas a hotel, bem como a edificação de um hotel nos restantes terrenos.

A obra deverá executar-se no prazo máximo de 36 meses.

Para além das obrigações decorrentes do estrito cumprimento do contrato, a sociedade Vila Galé ficará ainda obrigada a manter e fazer funcionar no palácio uma sala museu, que terá a designação de Sala Museu Conde de Arrochela, acautelando a salvaguarda da memória do Conde de Arrochela e garantindo uma área específica do conjunto edificado onde ficarão expostas as peças que constituem o espólio.

(Retirado da página do Facebook de "Município de Oeiras", em 7 de Setembro de 2011.)




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.

20 de agosto de 2011

AS FESTAS DO SENHOR JESUS DOS NAVEGANTES

VÊEM AÍ AS FESTAS!!!




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



8º SALÃO DA VILA

A Paço de Artes - Associação de Artistas Plásticos de Paço de Arcos, vai participar este ano mais uma vez nas Festas de Paço de Arcos em honra do Senhor Jesus dos Navegantes, organizando pelo sétimo ano consecutivo o Salão da Vila, nas vertentes de Pintura, Escultura e Fotografia, certame que vai contar com a participação de vários associados e também de alguns artistas convidados.

Nesta manifestação artística vão estar expostos cerca de 50 trabalhos, fruto da criatividade de diferentes sensibilidades numa mistura de cores e estilos, que merece bem ser apreciada.

O 7º Salão da Vila terá lugar no Salão Nobre do CDPA, junto ao recinto das festas e terá inauguração no dia 28 de Agosto pelas 17.00 horas.

Estará patente ao público até ao dia 5 de Setembro, inclusive, das 20.00 às 23.00 horas e aos fins-de-semana também das 16.00 às 18.30 horas.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


18 de julho de 2011

O SEMÁFORA DA MARGINAL

ASSASSINOS!

É o único comentário que se nos oferece fazer, depois de ler a notícia acima publicada na passada semana no Jornal de Oeiras, na qual se pode ler até onde pode ir a irresponsabilidade e a falta de respeito pela vida de todos nós!!!!

Não podem mandar para o inferno os incompetentes que dirigem os péssimos serviços que nos prestam!!!!



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.

O PASSEIO MARÍTIMO

NÃO HÁ DIREITO!!!!

A sinalética que se vê na foto acima é bem elucidativa e encontra-se nas entradas do Passeio Marítimo de Oeiras a Paço de Arcos.

Pois, pasme-se: no passado sábado, entre as 11 e as 13 horas, vários ciclistas se cruzaram comigo no percurso Paço de Arcos-Marina de Oeiras-Paço de Arcos, sob a VISTA GROSSA de elementos da Polícia Municipal!!!!

Não há direito que paguemos os nossos impostos, para depois a autoridade não actuar quando deve!!!!

E a "bagunça" e o PERIGO das bicicletas no Passeio Marítimo CONTINUA, MESMO NAS BARBAS DA POLÍCIA!!!!



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


3 de julho de 2011

A "PRAIA" DE PAÇO DE ARCOS!

Esta foto que aqui podem ver, parece uma praia, mas não é!!!!

Ou seja, parece a nossa Praia Nova, mas não é!!!!

Trata-se da "Zona de Recreio e Lazer" de Paço de Arcos!!!



Agora, quando quisermos ir tomar uma banhoca, cá em Paço de Arcos, temos de dizer que: "Vou tomar um banho à Zona de Recreio e Lazer"!!!!

Parece estúpido, mas não é, é assim que oficialmente os mentecaptos do organismo que classifica a costa portuguesa, classificam a nossa "praia" e também a de Caxias e a de Santo Amaro de Oeiras!


É um local, com água, com areia e rocha, onde se podem tomar banhos, com nadador-salvador, com apoios de restauração e sanitários, mas não é uma praia!!!

É caso para se poder dizer: "MAS QUE GANDAS ESTÚPIDOS"!!!!

Cá para mim é e há-de ser sempre a minha (nossa) Praia Nova, assim como a outra continuará a ser sempre a Praia Velha, por mais que a estupidez grasse neste pobre país, que tão pobres governantes e legisladores tem!!!!




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


9 de maio de 2011

PARABÉNS!!!

 

 
     Parabéns á J.F.P.A.

Tarde de grandes chuvadas e granizada em toda a área da grande Lisboa. Paço de Arcos não foi excepção. Choveu e trovoou que fez lembrar os grandes ‘dilúvios’ africanos do sul.

Fomos bisbilhotar, e em boa hora.

Pudémos constatar que na parte baixa da zona histórica, como aliás é tradicional  (e não pode deixar de ser) nestas circunstâncias, as casas com pisos inferior ao da rua (Costa Pinto), meteram água.

A verdade é que a Junta (pensamos nós) actuou competentemente, pondo em campo com celeridade quer bombeiros, para extracção de águas, quer Protecção Civil para avaliação das condições e eventual desenvolvimento de meios.

Muito bem.

Os escoamentos funcionaram perfeitamente, dadas as circunstâncias, com cabal satisfação. 

Infelizmente temos que retomar uma área já aqui largamente reclamada, e que continua insolúvel, ou pior.

A passagem inferior para a praia velha, uma hora depois, tinha o aspecto que se pode constatar.  

Palavras serão curtas e insuficientes.
            Fachavor



Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.

21 de março de 2011

"A PRACETA"

"A PRACETA"

Fica aqui uma primeira referência a um clube que há alguns anos existiu na nossa Vila.

Trata-se do Grupo Desportivo "A Praceta", que nasceu, viveu e morreu durante os anos sessenta, por iniciativa de uns putos, que moravam ali para os lados da Praceta Díonisio Matias, junto ao mercado e que queriam jogar à bola, divertirem-se um bocado e confraternizar uns com os outros.

Morreu não, "A Praceta" nunca morreu nem nunca morrerá, pelo menos no coração e na memória daqueles que nele, clube, por lá passaram, e não foram tão poucos como isso.

Se algum dos nossos leitores pertenceu à "A Praceta" ou tem conhecimento de estórias que por lá tenham existido, fica o desafio para aqui deixarem esses testemunhos, para que a sua História fique definitivamente escrita.

E existem potencialmente muitos nomes que podem ajudar a escrever essa História.

Não querendo ser exaustivo, e pedindo desculpa desde já pela falta de algum nome, aqui fica uma extensa lista daqueles que passaram por aquele fantástico clube, tendo-o representado em Futebol de Onze e Futebol de Salão:

Rui Pinhão
Rafael
Mário Moura
Carlos Neves
Vitor Martinez
Alexandre Baiona
Fernando Jorge (Jó-Jó)
Rosa Soares (Bacalhau)
Rosa Soares
José Gomes
António Gomes (Ni)
António José Correia dos Santos
Alfredo Rodrigues
Luís Branco
Fernando Jorge Vieira
Carlos Vieira
Júlio Vieira
Rui Monteiro
Pedro Augusto
Ramiro Castelhano
Carlos Dantas
Carlos Baptista
Fernando Lima (Fernandinho)
Alvarinho
Tó Peixoto
Luís Peixoto
José Fernando
Fernando Sampaio
José Nortadas
Pita
Artur Santos
Luís Santos
Daniel Alves
Luís Morais
Vitor Pestana
Luís Crespo
Pincho
Luís Almeida
Paulo Vilas
Vitor Pais
Joaquim Gonçalves
Nuno Sampaio
Rato Rosa
Rui (Carroças) Ribeiro
Vitor Elias


De pé, da esq. para a dt.:
Vitor, Baiona, Branco, Dantas, Rui Monteiro,
Fernando Jorge (Pau Preto) e Fernando Jorge (Jó-Jó).

Em baixo: Carlos Vieira, Júlio, Manuel Gomes, Rui Pinhão,
Ramiro e Arlindo
.
Campo da Juventude Salesiana, no Estoril.


De pé, da esq. para a dt.:
Rafael, Vitor,
Fernando Jorge (Pau Preto), Mário Moura, Rui Monteiro,
Branco, Carlos Neves e Fernando Jorge (Jó-Jó).

Em baixo: Júlio, Baiona, Rui Pinhão, Ramiro e
Carlos Vieira.
Campo da Juventude Salesiana, no Estoril.


De pé, da esq. para a dt.:
Júlio, Manuel Gomes e Fernando Jorge (Jó-Jó).
Em baixo: Rafael, Rui Pinhão, Carlos Baptista e
Vitor.
Rinque do Parede Futebol Clube, na Parede.


Da esq. para a dt.: Fernando Jorge (Pau Preto), Baiona, Ramiro,
Rui Pinhão, Fernando Jorge (Jó-Jó), Rafael e Carlos Neves.
Na estação de comboios do Estoril, após jogo nos Salesianos.





Colaboração do Bardino Vitor Martinez.
Lista de nomes da autoria do Bardino Rafael Ferreira.

13 de março de 2011

CARNAVAL EM PAÇO DE ARCOS

HAJA ALEGRIA

O Carnaval júnior em Paço de Arcos


Mescla de “profissões” e estratos sociais.
O Carnaval quando nasce é para todos.



Há os ‘ordeiros´’ e os ‘desordeiros’.


Princesas.


Fadas.


Dráculas e polícias.


Estranhos homens-aranha, leõenzitos e até Napoleões.


Chefes índios, sevilhanas equilibristas e vampiros.


Lindas damas e ninjas em pose.


Meninas bonitas, mas o Carnaval quando vem é para todos; mesmo.








Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


2 de março de 2011

PAÇO DE ARCOS NO "30 DIAS" (II)


No dia 30 deste mês de Março, a CMO vai realizar, no âmbito do seu Programa "À Descoberta do Património", uma caminhada-visita à nossa vila.

Deixamos desde já aqui, o convite para que todos aqueles que querem conhecer um pouco mais desta linda vila, se inscrevam e participem em mais esta iniciativa.

É de aproveitar, pois isto não é todos os dias!!!!

Acima têm a notícia inclusa na Agenda Cultural da CMO "30 DIAS", onde se encontram todos os contactos para se inscreverem.

Apareçam que serão muito Bem Vindos.




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


15 de janeiro de 2011

BALANÇO DO ANO DE 2010


É regra costumeira, mais ou menos assumida, no final de cada ano fazer uma curta retrospectiva do que mais relevante afectou, quer positivamente, quer negativamente a vida, as actividades individuais ou colectivas.

Tentámos fazer esse exercício, no que diz respeito a Paço de Arcos, e não gostámos do resultado.

Passando em revista as diversas publicações autárquicas e regionais, ao longo do ano, resulta num total“disgusting” 0. Paço de Arcos navega á vista, como quem diz vê népia.

A situação dos diversos edifícios a exigirem resposta na zona histórica permaneceu inalterável.


1. O antigo Quartel dos Bombeiros continua sem acordo/solução.


2. O tal terminal de camionagem, permanece fechado, sem saída (ainda que hipotética).


3. O “Armazém do Pernas” mantém a sua vasta produção de ratos, baratas e quejandos, sem alternativas.


4. O “Edifício do Prof. Coelho”, em constante e acelerada degradação, mantém-se firmemente à espera duma derrocada de consequências imprevisíveis.


5. O “Palácio do Batata Frita” continua (esboroando-se sem préstimo) imponente, olhando o declínio do jardim fronteiro, outrora garboso “ex-libris” de Paço de Arcos.


6. Junto ao Palácio dos Arcos, para o qual já foi anunciada solução (a ‘ber bamos’, ‘gato escaldado de água fria tem medo’), o “Edifício do Campos Pereira” também espera (e desespera) um qualquer plano que o salve da inevitável derrocada.


Vem a propósito relembrar duas das grandes ambições Paçoarquenses, ou seja os Museus José de Castro e do CDPA/Hóquei em Patins. Se um tem solução anunciada (outra vez?) o outro ... népia. Não que os responsáveis, a propósito do desaparecimento do já saudoso Correia dos Santos, não tenham tecido loas. Só que precisamos de actos, palavras leva-as o vento.


As perdas, foram ‘a besta negra’ desta nossa terra neste ano da (des)graça de 2010.

Desapareceram do nosso convívio nada menos 3 das mais marcantes figuras do hóquei patinado de Paço de Arcos.

Armando Vilaverde,
José Correia dos Santos,
Francisco Estêvão (Xico Arolha)

Os dois primeiros, atletas de condição única, o outro, um ‘fazedor’ de atletas como não há memória, pelas condições, pela dedicação e pelos resultados conseguidos.


Também nos deixou, mais pobres e entristecidos o ‘ausência’ do Paulo Brás, figura exemplar na amizade, no envolvimento social, e na postura inigualável. O verdadeiro Paçoarquense.


Uma outra perda, não Paçoarquense, mas amigo confesso que muito vibrou e entusiasmou outros, com os nossos êxitos desportivos, e por isso nos merece respeito e carinho, foi a de Aurélio Márcio, homem e jornalista vertical como já haverá poucos.


Cabe aqui referir, por imperativo moral, que, como se não bastasse, os gestores (???) do CDPA protagonizaram uma situação que resultou no afastamento do Jaime Santos, sucessor do Xico Arolha, com não menores resultados.

Em sentido contrário, há a notar a extensa realização de eventos, os habituais e umas quantas novidades.


1. A nossa primeira referência vai para "A Ermida – Associação Cultural", que protagonizou no início do ano concertos de música coral e instrumental na Capela do Senhor Jesus dos Navegantes.


2. Já na primavera decorreu um ‘corso’ de velhos automóveis que estiveram em mostra no Jardim. Lindo!


3. Na mesma época tivemos um magnífico desfile de cavalos, cavaleiros, ‘charretes’ e carroças em resultado da Festa do Cavalo.


4. A Bienal de Artes Plásticas, evento maior - Ass. Paço de Artes.


5. Exposição de Artes Decorativas.


6. Feira do Livro e do Artesanato.


7. As Festas em honra do Senhor Jesus dos Navegantes (sem o brilho de outrora; mais feira de “comes e bebes” e “bric’s à brac’s”).


8. O 7º Salão da Vila - Pintura, Escultura e Fotografia - Ass. Paço de Artes.


9. Concerto do José Cid.


10. A 100ª Tertúlia do Clube dos Poetas de Paço de Arcos.


11. Mostra Gastronómica em sessão razoável nas ‘premissas’ do Palácio dos Arcos.


12. Uma Feira/Exposição de automóveis usados que para além de ocuparem toda a área do (já de si maltratado) jardim, impediram o usufruto do espaço e para os fins óbvios, pelos ‘fregueses’ e (pior ainda) crianças que já tão pouco usufruem, pelo ‘descuidado’ dos responsáveis.

Outros eventos terão merecido as atenções populares, que nos poderão ter escapado. A nossa (eventual) penitência.

Porém (todavia, contudo), este balanço não pode ignorar algumas outras questões mal resolvidas (ou não resolvidas), como:


1. A circulação automóvel no ‘nó’ Pingo Doce/Igreja/Estação de Comboios/antigo Quartel de Bombeiros.


2. Estacionamentos junto à praia/terrenos adjacentes/Bairro Comendador Joaquim Matias.


3. Um outro apontamento para os adornos natalícios, que, lamentavelmente, continuam a privilegiar exclusivamente o troço empedrado da Rua Costa Pinto, e as palmeiras à beira da Avenida Marginal.

Julgamos saber, um(s) passarinho(s) segredaram-me, que verbas importantes deixaram de constituir contributo para o orçamento, como, por exemplo, as percentagens devidas da publicidade estática, dos parqueamentos, ou dos derramas e outros.

Compreendemos as dificuldades acrescidas; mas talvez pudesse ter sido exercida uma maior pressão junto dos responsáveis autárquicos. Teria o nosso apoio.

Em conclusão, 2010 não foi um bom ano. Tinha que ser melhor.

Pedimos / sugerimos / recomendamos que para, ainda que com as mesmas dificuldades, possa a Junta melhorar o seu desempenho, agende uma manhã/tarde semanal, para percorrer (a pé) um qualquer troço do perímetro da Vila (não deixando nada de fora), a fim de constatar “in loco” condições más de simples resolução, que muito contribuirão para um maior agrado dos ‘fregueses’, aproveitando, naturalmente, para trocar “pareceres” com os alegres (?) transeuntes.



Não poderíamos terminar este nosso balanço, sem realçar o, simplesmente extraordinário desempenho da (nossa) ministra Paçoarquense, que em tempos de extrema crise político/financeira, de dificuldades quase insuperáveis na dicotomia “patrão/empregado”, soube manter um equilíbrio notável, conseguindo, quiçá, ser o ministério menos visível e contestável, nesta conjuntura.

Soube como ninguém antes neste País, pôr associações patronais e de trabalhadores, em acordo (o possível), sem contracturas, ou fricções perigosas.


Maria Helena André, estamos orgulhosos de ti. T’osculamos-te.



PS – Há ‘fregueses’, com incontestável mérito a viver HOJE, paredes meias connosco, que vão passando ignorados. A JFPA está desatenta. Nós vamos tentar ‘pescar’ alguns. Ouvirão falar.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.