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9 de junho de 2010

GENTE ILUSTRE

Paço de Arcos sempre em alta


Contemplem e fiquem embevecidos.



Corpos Gerentes

2010/2012

Assembleia Geral

Presidente – Vasco Joaquim Rocha Vieira
Secretário – António José P. Braamcamp Sobral
Secretário – Pedro Franco Lacerda

Direcção

Presidente – António Carvalhal Rebelo
Secretário – Fernando Júlio Campo Loureiro
Tesoureiro – José Maria Casal Ribeiro
Vogal – Carlos José Sanches Vaz Pardal
Vogal – José Manuel Ferreira Paredes
Sulpente - António Maria Meunier Mendonça
Sulpente -Ilídio Rodrigues Antunes

Conselho Fiscal

Presidente – Alexandre Vaz Pinto
Vogal – Nuno Vasconcelos e Sousa Lino
Vogal – Victor Manuel Carvalho Madureira



O tal de António Carvalhal Rebelo, não é nem mais nem menos que o nosso muito querido amigo Toni Rebelo. Um quase Bardino.

A ele em particular, à família e amigos as nossas homenagens.

É com gente desta que Paço de Arcos se manterá no ‘topo do mundo’.



Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.



19 de maio de 2010

UMA AMIGA!

Maria João Matos

Foi praticante de algumas modalidades CDPA, incluindo no Ténis de Mesa;

Tem grande apreço e simpatia por este Clube;

Vê, com tristeza este ‘desandar’, como nós;

Tentou, sem sucesso, inscrever as filhas em alguma actividade compatível, e, para cúmulo, aqui a Bardinada ignorou o seu comentário, feito em 28 de Fevereiro, onde se oferecia para “partilhar algumas fotos”.


Publicámos alguns, modestos, trabalhos sobre a Secção de Ténis de Mesa do CDPA. Certamente como de muitos outros, esquecemos a Maria João.

Não desista, continue a acompanhar-nos. Ajude-nos a reerguer o CDPA.

Esperamos a suas fotos. O endereço pode ser:
fernandoreigosa@gmail.com


Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


13 de abril de 2010

CURIOSIDADES DO ANTIGAMENTE 10







Colaboração dos Bardinos Carlos André e Vitor Martinez.


7 de fevereiro de 2010

AGRADECIMENTOS

MAIS VALE TARDE ……….
QUE NUNCA

O Grupo Tertúlico “Os Bardinos” quer aqui expressar os agradecimentos ao voto de confiança, e às amáveis referências feitas no Blog "Pinhanços dixit...".

Como dizemos em título, …. mais vale tarde que nunca….

Estamos convictos, que embora não tenhamos registado, aparentemente, comentários oriundos de leitores do "Pinhanços dixit...", muitos deles, e, seguramente, o autor do texto, nos têm visitado com frequência e ficado agradados com as recordações, as historietas e a visibilidade que vamos dando, na medida da nossa competência, às gentes ilustres, como também às outras, desta nossa terra.

Claro que de quando em vez, lá vem um escrito menos agradável, mais zangado. Mas o fito mantém-se inalterado e o objectivo inequívoco; melhorar as condições socioculturais e ambientais de Paço de Arcos.

Uma vez mais, muito obrigado "Pinhanços dixit...".

Aqui vai reprodução do texto em causa:




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


1 de fevereiro de 2010

O PICADILLY

Paço de Arcos e o
síndroma “Picadilly”

Esta tem tantos anos que nem consigo contá-los.

Há, seguramente, meio século atrás, o Café “Picadilly” era o café da elite Paçoarquense assimilada. Porque no U da Praceta moravam, à volta de 50% das famílias, gente militar de altas graduações (o mínimo seria Capitão, coisa infame).

Ali se acoitavam as Senhoras quase todo o santo dia, juntando-se aos fins de tarde, fins-de-semana, e outras situações avulsas, os respectivos consortes (ou sem ela).

Igualmente outra gente que se achava para tal competente, ou se queria auto-promover, ia por lá aparecendo, ‘just in case’.


Vem isto a propósito de que na época vigorava um tipo de educação completamente desusada de hoje em dia (e não façam juízos de valor, porque não sei se melhor ou pior, só sei que diferente), que implicava entre outra quantidade inumerável de coisas, ter de estar em casa, OBRIGATORIAMENTE, antes da meia-noite, e, o que importa aqui, extremo cuidado com a linguagem.

Dizer ‘chiça’ em casa, equivalia a uma enormidade de castigos/penalizações, que nenhum puto quereria arriscar. Consequências muito sérias.


Um dos habituais frequentadores deste Café Picadilly, nas horas ‘off’, era um tal, bem conhecido em muitos quadrantes, General Homem de Figueiredo.

Esta personagem, com ar desabrido, algo labrego, mas de língua solta, que fazia o êxtase da pequenada, pela simples razão que tratava aquela gente, gajas e gajos, como nós entendíamos justo, e ainda por cima com a linguagem mais vernácula (e aqui é que estava o nosso gozo supremo) que é possível imaginar, e que nos era completamente vedada, até em pensamento.

Pois espantem-se gentes incrédulas, a reacção, que nos deixava com um misto de extremo regozijo e de espanto, a mulherada ria-se com o sublinhado invariável…. Ai Sr. General……………..

Ridículo. Mais ridículo ainda, se possível, era os companheiros de armas (?) corarem, ou dizerem …….então pá ………., virarem a cara, etc.

Raros eram os que davam um sorriso envergonhado.


Conclusão, aquela figura pró-labrego, atarracada e desabrida, tornou-se o herói da pequenada, “in no time”.

É, e não só por isso, um ícone esquecido desta terra.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


AS ESTÓRIAS DA BARDINAGEM 07

O ‘Lobito’ em Paço de Arcos

Muitos poderão estar esquecidos, mas há um Paçoarquense ilustre, que há 3 ou 4 anos se mudou para algures por deficientes condições da sua velha casa, no Largo 5 de Outubro.

Chama-se a personagem em questão Afonso Gaspena.

Foi atleta do CDPA em várias modalidades, com realce para o Andebol e Basquetebol, de primeiro plano a nível nacional.


Enveredou em termos profissionais, dada também a sua mestria na caça submarina, pela investigação, catalogação e divulgação das mais diversas espécies de seres vivos marinhos e seus ‘derivados’ (conchas, etc.).

Por razões de ordem vária dedicou-se, posteriormente, às técnicas de congelação e preservação de todo o tipo de habitantes marinhos.

Um Senhor, um Companheiro, um Mestre, que todos escutávamos de certo modo enlevados. Com ele aprendi, como tantos outros, muito do que hoje sei, e meço comportamentos.

Não raro o vi sair de casa de cana de pesca já aparelhada, chegar ao pontão, pôr-se á pesca, ‘sacar’ uma quantidade de peixes (robalos, a maioria das vezes) e sair quando aparentemente ainda havia ‘procura’. Certo, certíssimo, é que poucos minutos depois já não se pescava nada. Ele lá sabia. E nunca contou a ninguém.

Como nunca contou as suas técnicas de congelação, donde se ter reformado, extemporaneamente.

Mas o que me motiva a vir aqui é outra coisa, simplesmente extraordinária. Senti, porém, que era necessário, ‘explicar’ minimamente o homem.

Tem a ver com o Lobito. Um cão Serra da Estrela, fidelíssimo companheiro do Afonso, que em tudo observava e cumpria as instruções do seu dono. Sem rebuços.

O que fazia o deleite da meninada, e dos companheiros do Afonso, era a cena crucial.

O Lobito sair de casa ‘colado’ á perna do dono, direcção esplanada dos Limas,

Sentar-se à mesa (literalmente) com o dono, ver-lhe ser servido em pratinho adequado um bolo de arroz (ou um queque, falha-me a memória), ficando em contemplação embevecida, até que o dono lhe dissesse – "podes comer". Então sim, deglutia a iguaria, num abrir e fechar de olhos, sem tocar no prato.


Saudades, destes amigos que desapareceram, dum ou outro modo, e que nos permitem estas recordações saborosas.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


29 de janeiro de 2010

ADEUS VILAVERDE!


Armando Lopes Vilaverde


Nasceu em 1929.

Desportista ecléctico, representou o CDPA em natação, futebol e hóquei em patins.

Já praticava futebol, quando começou a jogar hóquei, em 1946, no difícil posto de guarda redes.

Cedo se impôs à admiração dos técnicos e do público, pelo que a sua ascensão se processou em ritmo certo e acelerado.

Em 1951, ainda alinhava na 3a Categoria, foi seleccionado para representar a cidade de Lisboa no encontro com a selecção de Antuérpia (Bélgica), como suplente do "grande" Emídio Pinto. Jogou os últimos 7 minutos, não falseando a confiança nele depositada. Ao tempo, o caso foi sucesso e deu brado. Fora encontrado o sucessor do titular incontestado.



Foi Campeão Regional de Lisboa na 3ª Categoria em 1948/49/51; Campeão de Reservas em 1950 e 1951; Campeão da 1ª. Categoria em 1955; Campeão Nacional em 1955; Vencedor do Torneio Internacional de Lisboa em 1956; Campeão da Europa em 1956; Campeão do Mundo em 1956.



Treinou a famosa equipa do CDPA em hóquei em patins que em 1973 foi campeã em Infantis, donde sairiam António Fernandes, Alexandre Serra, Miguel Almas, António Rocha e Carlos Coelho, todos eles, pouco depois, seniores de nomeada, a maior parte internacionais.

Em natação, fez umas coisas engraçadas, especialmente em provas no rio. Em 16 de Agosto de 1950, na prova Caxias-Paço de Arcos, contribuiu para o excelente 4° lugar, o melhor de sempre que CDPA alcançou, formando equipa com José Alfaia e José Carvalho Pereira.

Em futebol foi guarda-redes titular, mas algumas vezes houve necessidade de alinhar lugares da frente.

Possui a Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação do CDPA e a Medalha "Prémio Patrão Lopes" da área de Desporto da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, que lhe foi concedida em 1995.



Armando Lopes Vilaverde deixou-nos hoje!



"OBRIGADO VILAVERDE"
Os Bardinos




Texto e fotos adaptados do livro"História do Clube Desportivo de Paço de Arcos", de José Coelho.




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


26 de janeiro de 2010

A NOSSA MINISTRA

Paço de Arcos indignado

A menina da/na moda, Paçoarquense, foi seriamente enxovalhada, num programa televisivo, que só pode ser classificado de escória, em primeiro lugar por essa razão.

A menina é a nossa mui querida Ministra do Trabalho, Helena André.

O programa em causa auto intitula-se de Plano Inclinado (espero que para o lixo). Programa que se destina a falar mal, ‘bota-a-baixo’ radical (despeito?).

Todos conhecemos a velha historieta, chamem-lhe o que quiserem, dos ‘velhos do Restelo’. Em breve; trata-se de uns quantos, que não outro fito na vida, se dedicam a criticar e apontar tudo quanto seja defeito, sem se preocuparem com aspectos positivos, mínimos que sejam, ou construtivos, ainda menos.

Por outras palavras, não prestam, e só servem para lançar a confusão sem nada oferecerem para o todo.

É o caso do supracitado programa. É confrangedor ver gente como o Dr. Medina Carreira, e é deste que se trata, personagem que tem merecido o nosso, e de grande parte dos Portugueses, máximo respeito, embarcar neste tipo de diatribes.

Tudo a propósito da nossa menina ter dito na Assembleia da Republica, que a visão do Dr. Medina Carreira sobre as contas públicas era ‘catastrofista’.

Não foi a primeira, não será, seguramente, a última.

Nem sei onde estará a mediana (ou a razão). Como sempre, estará algures equidistante.

Importante para nós é que a nossa menina não seja mal tratada, enxovalhada, ou sequer olhada de lado.


Usando linguagem mais actual e de aviso ‘á navegação’, “o people tá cá masé pra proteger a menina”; cuidem-se.

Segue-se grito de guerra:


Helena amiga, “Os Bardinos” estão contigo.



Nota - Com a devida vénia pel'O Zangado
ao blog WEHAVEKAOSINTHEGARDEN.






Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


25 de janeiro de 2010

AS ESTÓRIAS DA BARDINAGEM 06

À conversa com: LILIANA
(Digníssima esposa do Armando ‘carinhas’ Aires)

De algum modo entusiasmado com as memórias aqui divulgadas, do nosso amigo e companheiro Fernando Sampaio, e até em resultado de uma menção por ele feita, decidi conversar um pouco com a dita Liliana (uma das pessoas que ainda têm memória, mas haverá mais), dando assim início (espero eu) a um ciclo que possibilite ressuscitar recordações das gentes antigas de Paço de Arcos (que não velhas).

Aqui vai o relato, dividido em três secções principais:

A Liliana recorda-se vagamente da peça referida pelo Bardino Fernando Sampaio (aqui há Fantasmas????), mas teria pouco texto, daí preferir recordar outras.



1) A peça de teatro História de Portugal


"Logo a seguir (à peça referida pelo Fernando Sampaio) veio a "História de Portugal", que foi feita com apoio da escola, porque era a história de todos os reis Portugueses. Esta peça foi há 57 anos. Tinha eu 10 anos. Andávamos todos na 4ª classe.

Quem encenava era o Tavares que tinha muito jeito e a Bébé (Isabel Castro) também ajudava. A Bébé ia quase sempre pintar-nos, e como tinha também conhecimentos de guarda-roupa, era ela quase sempre que tratava dessa parte. Trazia a roupa emprestada dos teatros. Já viste o que era os nossos reis todos vestidos a rigor, desde a rainha Santa Isabel, a Dª. Inês de Castro, etc.?

Os papéis principais foram o D. Afonso Henriques feito pelo Américo Bravo que já morreu, a D. Inês de Castro, que seria morta depois, com os filhos príncipes, todos vestidos a rigor.

A Rainha estava sentada num cadeirão muito bonito, tudo vindo de casas muito ricas de Paço de Arcos. Ela muito bem vestida, ouve barulho e pergunta “És tu que vens da caça, meu senhor?”, e vê entrar os três que a mataram, encapuçados, os miúdos fogem para debaixo do maple, mas eles matam-na e matam um dos miúdos.

Quem fazia de Rainha Santa Isabel era a Tanica que era dos Lynce, uns irmãos gémeos que moravam na Fonte de Maio, e tinha um irmão que era o Tonico.

O peça tinha dois actos, cada um com dois ‘compéres’, um rapaz e uma rapariga, com vários quadros (cerca de 6) cada.

No princípio (compére) era o Américo Bravo a fazer de saloio, porque tinha vindo há muito pouco tempo do Alentejo e ainda falava daquela maneira típica, e a Tanica que era toda espevitada, uma menina criada aqui com famílias bem, que eram os Lynce.

Começava com ele a perguntar a ela:

- Ó menina por favor (ele vestido à saloia e ela toda vestida de organdi, cheia de folhos como se usava na altura) pode-me dizer onde mora o professor?

Ela olhava para cima para ele, porque era baixinha e gordinha, e dizia:

- Professor? O professor mora ali, mas porque é que tu queres saber? Virás para a escola também?

E ele responde:

- Ai, se me ensinassem era uma esmola, pois não sei ler nem escrever nem nunca vi uma escola.

- Então vou-te dizer onde mora o professor, para tu poderes ir para a escola, mas vais ver já como os nossos reis eram grandes.

Então fecha o pano e aparece o primeiro Rei.

- Eu sou D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, e esta coroa com que me vês conta as guerras que eu ganhei.

Olhava para a plateia. Assim como quem estivesse á procura e dizia:

- Se houver Mouro pimpão que se atreva a um desafio eu faço dele um esfregão um corrupio.

Depois parava e dizia:

- Já vi, perderam o pio (como quem diz, já não há gente para lutar).

Depois fecha o pano, e vêem outra vez os ‘compére’, e ela diz:

- Então gostaste do primeiro Rei de Portugal?

Ele responde:

- Gostar, gostei mas deu-me vontade de ir aos fagotes ao Rei (porque ele perguntava se havia alguém para lutar).

E ela diz:

- E nasceu gente muito boa, por exemplo a nossa Rainha Santa. Queres ver como ela foi generosa?

Sobe o pano outra vez. Aparece a Rainha Santa muito bonita com o manto caído e as criadas do Rei a porem pão. Ela tinha dois mantos e um estava dobrado.

Quando aparece o Rei, pergunta:

- Senhora que levais vós no vosso manto?

E ela diz com um ar muito triste e apavorado (bem ensaiado):

- Senhor, senhor, são rosas meu Senhor!

- Rosas em Janeiro? Pergunta o Rei. Não é coisa vulgar, mas mostrai-me primeiro para que eu possa acreditar.

Ela olha para o céu, põe as mãos e deixa cair o manto caindo as rosas (do manto de dentro), e ele então ajoelha-se no chão e diz:

- Ó milagre Santa, ó milagre Santa, perdoai-me por não estar habituado a ver estas bondades nas vossas mãos.

Então beija-lhe a mão.

Cai o pano.

Vem a ‘compére’ a chorar, e pergunta:

- Então gostaste da nossa Rainha?

D. Afonso Henriques, D. Dinis, a Rainha Santa Isabel, a D. Inês de Castro e mais dois ou três completavam o primeiro acto.

Depois vieram outros ‘compéres’. Lembro-me que ela era uma rapariga chamada Lina que queria ser hospedeira de bordo, e foi, e morava no mesmo prédio do meu tio António, por cima da loja das bicicletas, com uma tia.

Os ‘compéres’ estavam ao contrário. Ele é que era um senhor.

Aqui entravam o D. Nuno Álvares Pereira, o Gungunhana, muito gordo (quem fazia o papel era o Ramiro Boavida - filho da Arlete Boavida – e que também fazia muitos papéis como eu, e que morava na Fonte de Maio; infelizmente morreu o ano passado).

Entretanto para dar tempo à mudança dos cenários, havia sempre coros, e poesia ou ballet com a Margarida Castro e Silva, que também entrava nas peças de teatro porque dançava muito bem; andava no ballet em São Carlos.

O Ramiro, era gordo e pequenino, (já a mãe era uma mulheraça; a filha dele - que é muito forte - é agora professora na creche), mas muito engraçado, sentado no chão de tanga e acorrentado, todo pintado de preto, com uma grande cabeleira.

Havia também no segundo acto a Padeira de Aljubarrota que era eu, o Rei da Restauração, D. João IV, etc.

Enquanto éramos pintados vinha a Tanica dizer o poema ‘A neve’:

-Batem leve, levemente como quem chama por mim; será chuva será gente; gente não é certamente e a chuva não bate assim; talvez uma agulha bolia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho; fui ver, a neve caía do azul cinzento do céu; branca e fria há quanto tempo eu a não via; etc. Levou muitas palmas, as pessoas ficaram comovidas.

Outro era a dizer o ‘Dia de anos’:

- Com que então caiu na asneira de fazer na quinta-feira 26 anos; ainda se os fizesse, mas fazê-los não me parece de quem tem muito miolo; não sei quem me disse que fez a mesma coisa que o ano passado; etc.

As vestes eram a condizer, para ‘A neve’ vinha toda de branco, para o ‘Dia de anos’ vinha toda enfeitada.

Eu era a papoila. Dizia um poema que começava assim:

- Vista do alto da serra com um ar muito tolo nasceu num monte de terra, dona papoila …. Já não me lembro de mais porque era muito grande. Era de um autor português que, salvo erro se lia no primeiro ano.

Havia outra que era muito gira que se chamava ‘O balão’ que vinha no mesmo livro:

- Houve festa, houve bolo, rebuçados e muitos balões, e no fim a mãe disse ao filho, vamos para a cama que já é tarde; abriu a janela e ele disse: mamã, mamã, olha, olha; a mãe olhou, viu a lua mas pensou e disse para o filho: aquilo meu filho é o balão do menino Jesus; e deitou o menino. No outro dia o menino saltou da cama, abriu a janela e gritou: mamã, mamã o menino Jesus rebentou o balão.

Havia também hinos, o dos marinheiros:

- os marinheiros aventureiros, são sempre os primeiros ….etc. Cantavam todos muito afinadinhos, vestidos a rigor, por exemplo neste estávamos todos vestidos de marinheiros, e quem arranjava os trajes era a Bébé.

Lembro-me de lhe dizer que o Sr. Virgílio (Tavares) não tinha arranjado um fato para o número da padeira de Aljubarrota, e ela responder:

- isso não tem importância. Pedes á tua mãe uma saia rodada daquelas de lavar a roupa, e um avental e depois uns sapatos, ou tamancas, que ainda é melhor, e a gente vai ao Félix pedir uma padeira. A pá era tão grande e tão alta que eu quase não podia com ela, enquanto dizia: Se houver um espanhol que se atreva a desafiar-me, eu faço dele uma carcaça, um pão grande que ponho no forno a assar. Começava assim: eu sou uma mulher do povo, grande, valente e honrada que nasceu do nosso povo para servir a Pátria amada; depois vinham os espanhóis, metiam-se lá dentro e eu pegava na minha pá e tinha que balançar. Mas a pá era muito grande e aquilo deu uma risada enorme.

Mas foi muito bonito. Era a história de Portugal toda.

Além do D. Afonso Henriques, havia o D. Dinis, que entrou de enxada e pinheiros na mão para plantar o pinhal de Leiria, a Dª. Isabel, D. João, a Dª. Filipa de Vilhena (que era a Gualdina), a armar cavaleiros os filhos. Depois foi o D. Nuno Álvares Pereira na batalha de Aljubarrota, etc., até ao Salazar, que foi o último quadro.

- O Salazar, que era o Paulo Brás, fez uma homenagem às mães de Portugal. Muito bem caracterizado, com óculos, cabelos grisalhos, ar sério. As mães de Portugal, eram todas as mães, as criadas de servir, operárias, que apareceram depois da guerra do Hitler, as mulheres do povo sem serem pobres, que já iam bem vestidas, e as senhoras de vestido, salto alto e mala, e de chapelinho. Eu era a primeira senhora. Como tal fui logo recebida, fiquei ao pé dele e fui a única a ficar sentada, as outras ficaram em pé. Eu dizia que ele era um grande estadista e que não achava bem que não gostassem dele, porque ele era o único que tinha evitado a guerra civil em Portugal (a senhora que eu representava sabia muito de política). Ia vestida com um ‘tailleur’ da minha irmã que se tinha casado há um ou dois meses. Atrás tinha um grande alfinete porque eu era muito magrinha, salto alto com algodão e barbas de milho á frente para os pés não escorregarem nos sapatos, e lá ia eu trocando as pernas (estava mais habituada a andar descalça).

O quadro do Carmona também foi muito giro, mas eu não entrei, porque era logo a seguir e não tinha tempo. Apesar de saber os papéis todos do princípio ao fim.

A professora na escola dizia-me:

- Pois, do teatro sabes tudo, mas aqui nem por isso.

Quando alguma estava doente nos ensaios, era eu que ia substituir. Quem fazia de Carmona era o Tonico que era muito bonito. Com uma cabeleira branca, farda do exército, etc.



2) A peça de teatro Nau Catrineta


A seguir foi a Nau Catrineta.

Os mais pequenos andávamos no palco, que era a nau, com garfos e facas a perguntar aos outros:

- Tens aí alguma coisa para o almoço? e eles respondiam:

- Não, só se for…, olha toma lá o meu cinto e põe de molho; era uma altura que não havia nada para comer.

O comandante era o irmão do Reinaldo, o João Vasco (actual Director do Teatro Experimental de Cascais), que é hoje artista de teatro.

Como o Tavares arranjou um trabalho em Lisboa, foi ele que organizou mais a Nau Catrineta.

Eu era a fada. Eu tinha que ser sempre a principal porque ele gostava muito de mim.

O comandante estava no cais e dizia:

- Já vejo no horizonte novas caravelas, que novas me trarão? Será Diogo Cão? Será a Nau Catrineta?

A peça era a vida a bordo, com os marinheiros a subirem os mastros dizendo:

-Meu comandante, meu capitão, não vejo nada senão areias; e eles perguntavam:

-Mas serão areias de Portugal? Mas eles não viam mais nada porque a Nau Catrineta desapareceu, nunca chegou a terra.

Eu era a fada que entretinha as filhas do comandante que também iam a bordo, porque se elas estavam sem fazer nada, nunca mais passava o tempo. Cantava a história do relógio, vinha com a varinha e tocava numa e dizia:

-Tu agora és um relógio, e aparecia um relógio que começava a dar horas. Eu como era a fada andava pela Nau toda e quando via alguém triste tocava com a varinha e dizia (por exemplo): não estejas triste, pensa que estás a comer um bom bocado de comida; e aparecia á frente dele um prato de comida.

Eu era uma miúda de doze anos muito loira e bonitinha, cabelos muito compridos e encaracolados (com papelotes da véspera), vestida com aqueles fatos que eu adorava, sentia-me mesmo fada. Tinha poucas falas, porque como não havia muito que fazer a bordo, cantava-se muito.

Quem também trabalhou muito para esta peça foi a Bébé, que ainda mora ao pé da Oceania.



3) Memórias a avulsas


Fizeram-se muitas representações no cinema.

A Floripes tem memória de muitas coisas, porque também era grande entusiasta do teatro. Antes do meu tempo, também houveram muitas peças representadas no clube, com ela a minha irmã Preciosa e a minha cunhada Conceição.

Quem fazia todas as encenações eram o Tavares (que era professor, e estava proibido de dar aulas por razões políticas) e a Bébé. Este Tavares era filho da nossa professora, mas estava mais adiantado, porque a mãe só tinha a quarta classe. Ele é que ensinava a admissão ao liceu e dava explicações para o primeiro ciclo do liceu.

O João Vasco gostava muito de mim. Quis-me levar para o teatro, a minha mãe é que não deixou. Ele era muito meu amigo, as pessoas até pensavam que éramos namorados, mas não até porque ele nunca gostou de mulheres. Ele era o nosso ídolo. Tem mais dois anos que eu mas adorava-me. Ainda um dia destes perguntei á irmã como se chamava ele, porque para mim era sempre o Fernando.

Eu não fui para o teatro porque a minha mãe não me deixou. Primeiro era preciso dinheiro e eu tinha que trabalhar. Ela não se importava, mas eu tinha que me sustentar, vestir e calçar, e o teatro não dava dinheiro. Tinha 12 anos e o meu pai já não podia sustentar-me.

Em conversa um dia destes com o Paulo Brás perguntei-lhe:

- Tu lembras-te das peças de teatro?

- Se me lembro, eu fazia, nem quero que saibam agora, fazia de Salazar.

- Olha eu, como sabes fazia teatro, entrava em todas a s peças, ali em baixo no clube primeiro e depois passou para o cinema (Cine Teatro de Paço de Arcos) porque era maior e as pessoas tinham onde se sentar. As pessoas iam de graça, algumas davam qualquer coisa, para a ajuda das despesas que eram muitas.

Um dia destes vi a Tanica. Ela e a Nani (irmã do Pereira Júnior), eram muito amigas, as mães também eram muito amigas, eram ricas, andavam nos chás, não andavam com a minha mãe. Mas elas andavam connosco, eu era pobre, até podia andar descalça mas ia comer a casa delas.


A Comunhão Solene.


A Tanica, não consigo lembrar-me qual era o nome, mas tenho a impressão que era Teresa, casou com o filho do dono dos fogões Hipólitos, que na altura era coisa boa; a cabeça do fogão nunca se estragava, enquanto os outras custavam dez escudos, os Hipólitos custavam 50 escudos. Eu fui lá ver com a Nani, ali na Lapa, uma casa muito chique, uma vivenda muito grande.

O Carmona veio a Paço de Arcos inaugurar a escola Dionísio Matias, estava eu na 1ª classe. Eu era pequenina e muito loirinha, e como estava na primeira fila, ele olhou para mim e disse: então minha pequenina tu já andas na escola? Eu devia parecer ter para aí uns 5 anos, mas tinha sete. Então ele deu-me um beijinho. Fui a única criança que ele abordou.


Praia das Fontaínhas, com Firmino, ‘bon vivant’, que ao que consta
nunca trabalhou, vivendo ás custas da mãe e das tias, e que morava
na casa hoje Restaurante Dízima, mesmo em frente aos Socorros
a Náufragos. Agosto de 1958, já casadinhos, presumivelmente,
Liliana e seu ‘mais-que-tudo’ Armando ‘carinhas’ Aires.


Também conheci muito bem a Amália Rodrigues, porque o meu irmão Manel era muito amigo do José de Castro desde os tempos de escola. O meu irmão era telegrafista na tropa, sabia Morse e isso tudo. Fez um aparelho para transmitir

e iam para a Regueira (como ele era comunista), embora o meu irmão não fosse de políticas.

O Zé dava-lhe fatos e camisas, e comia em casa deles porque esteve desempregado 3 anos. O meu irmão tomava conta de nós, as irmãs, e então levava-nos também lá a casa, e quando não havia mais nada, o Zé dava-nos queijo e manteiga, que não tínhamos em casa. Ás vezes também lá estava a Amália Rodrigues.

Quem por vezes aparecia era o Philip Taylor, que foi o primeiro ciclista de Paço de Arcos. Muito famoso (como ciclista), a bicicleta dele está no museu do Caramulo. O Armando conheceu-o; o prédio do Guedes era dele. Foi lá que ele nasceu e morou. Era dono dos Armazéns Godinho onde era o Seco. Morreu com 88 anos. Era atleta, fazia pesos e halteres."


1958. Dezasseis anitos e casou-se.





Relato na primeira pessoa de uma conversa com a Liliana e com o bardino Fernando Reigosa.





Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.



23 de janeiro de 2010

OS CACETES




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


21 de janeiro de 2010

UM JOGO INTELIGENTE

VOCÊ SABIA QUE ……………

O Clube Desportivo de Paço de Arcos teve, nos em finais da década de 60 e princípio da década de 70, uma secção de Bridge, que esteve filiada na Federação Portuguesa de Bridge?

O Bridge foi, em tempos, considerado um jogo de elites, de nobres.

Na verdade trata-se de um jogo de cartas entusiasmante, por não ser dependente exclusivamente da distribuição das cartas, logo da sorte, antes da perícia dos jogadores em interpretar o significado das vozes (anúncios de vasas e naipes feitos pelos jogadores à mesa), e da capacidade de entendimento com o parceiro.


Popularizou-se quando umas quantas equipas internacionais se profissionalizaram - os italianos Garozzo/Beladona foram os mais ‘galácticos’ - e, sobretudo, quando o actor egípcio Omar Shariff, muito em voga pelo sucesso do filme Dr. Jivago, que protagonizou, entre outros, contratou a sua própria equipa para andar a jogar pelo mundo.

Uma verdadeira paixão. O casino do Estoril foi palco destas exibições por diversas vezes. O público podia seguir em directo os jogos, numa sala ao lado da dos jogadores, em ecrãs gigantes, e pasmar-se com as peripécias do leilão e do carteio.

Quatro associados do Clube, Carlos Abrantes (Camané), João Marques Pereira (Juca), Fernando Reigosa e João Barosa Pereira, à época entusiastas (maduros) do jogo e já com “curricula” em torneios de equipas, apalavraram com a Direcção, a criação de uma secção, sem dispêndio financeiro para o Clube, apenas necessitando de um espaço (pequena sala ao lado das mesas de bilhar/’snooker’) e de uns quantos baralhos de cartas, naturalmente.

O objectivo era o de criar uma escola de Bridge, e, consoante o nível desenvolvido, fazer participar algumas equipas em torneios organizados por outras entidades, numa primeira fase, e depois passar a organizar torneios em Paço de Arcos (aí o Clube teria que fornecer taças e medalhas, porque o dinheiro das inscrições ficaria ‘em caixa’, para custear deslocações dispendiosas), e passar a representar o Clube em actividades da Federação Portuguesa de Bridge com prestígio.

A recolha foi profícua. No início corresponderam à chamada uns quantos (excedendo as expectativas) aprendizes. Élio Coelho, Fernando Natividade, Armando Maia, Margalho, Luís Coelho, Fernando Coelho, Luís Torres, Augusto Martins, Antero (estes dois em serviço na Escola de Electromecânica de Paço de Arcos), João Manuel Pinto, Fernando Sampaio, etc.

Tal como planeado, uns melhor, outros nem tanto, foram-se aprumando técnicas de leilão (fundamental: ver nota sobre os procedimentos do jogo) e de carteio, a ponto de se irem cumprindo as expectativas.

Foram vários os bons resultados conseguidos, com torneios ganhos e um número de boas classificações, quer em pares quer em equipas, com realce para uma representação no Clube de Ténis do Estoril, com vitória em pares e em equipas, e diversas muito honrosas classificações em torneios organizados pela Federação Portuguesa de Bridge (nível nacional).

Decorrida uma primeira fase de carácter estrutural e de formação (equipas e técnicas), a secção ‘abalançou-se’ para a organização de torneios.

Foi uma época muito empolgante e de enorme satisfação ao nível de resultados, porquanto, invariavelmente (quase que), eram equipas CDPA a ganharem os torneios, e/ou ficarem nos primeiros lugares.

Convirá nesta altura explicar ao leitor que as equipas, nesta fase, eram formadas por pares que incluíam (tanto quanto possível) um ‘veterano’ e um ‘aluno’ de modo a dar ‘entrosamento’ a todos.

Foi uma táctica bem concebida, na medida em que os resultados demonstraram a eficácia do sistema, a par do ‘crescimento’ dos menos ‘rodados’.



Princípios e procedimentos do Jogo

Este é um jogo de pares, dois contra dois.

O jogo divide-se em duas partes distintas. O leilão e o carteio.

Leilão

Decide a marcação de trunfo (ou sem trunfo), e o correspondente nível (numero de vasas), através de ofertas (numero de vasas), em subida, segundo a hierarquia dos naipes.

O fito do leilão é anunciar ao parceiro os nossos naipes, e/ou interesses, de modo a conseguir o melhor contrato comum. Para tanto utilizam-se regras/sistemas e convenções, normalmente pré combinadas entre os parceiros.

Nota curiosa a reter é que durante o leilão, qualquer jogador pode perguntar ao parceiro daquele que anunciou um naipe, o que ele entende por aquele anúncio específico, não podendo ser enganado, sob pena de, incorrer em pesada penalização pontual a ser decidida pelo árbitro.

Nota: Todos os torneios são comandados por um árbitro que gere o torneio, garante a imparcialidade, e as contagens de pontos de jogo e de torneio.

Carteio

Uma vez estabelecido o contrato final, o jogo inicia-se com uma carta de saída do adversário imediatamente á esquerda do declarante (aquele que primeiro anunciou o naipe objecto do contrato final).

Após este desenvolvimento, o parceiro do declarante expõe as suas cartas sobre a mesa, e a partir daí apenas joga as cartas que lhe são indicadas pelo parceiro, estando impedido de fazer comentários, sugestões ou qualquer outra manobra que possa influenciar a ‘linha’ de jogo.


Como se percebe, a ‘mão’ do morto (designação do parceiro do declarante), fica á vista, inclusivamente dos adversários que podem livremente utilizar essa informação adicional para o seu plano de jogo.

Os torneios

Existem dois tipos de torneios, de pares e de equipas.

Os procedimentos são idênticos para ambos, com as necessárias cambiantes.

Sorteiam-se os pares/equipas, e as correspondentes mesas. A cada mesa é atribuída uma carteira numerada que transportará de mesa em mesa as quatro ‘mãos’ devidamente identificadas por posição.

Isto serve para que a carteira circule por todas as mesas, permitindo que outros pares joguem com as mesmas mãos.

No fim são verificadas as diferenças pontuais, e feita a classificação, tendo em conta os melhores resultados obtidos, o número de jogos feitos (comparação com outros pares), e o número de mesas percorrido.



Como tudo na vida, este projecto esmoreceu e acabou por desaparecer, em consequência do espaço utilizado na Sede do Clube ter sofrido séria inundação, que para além de ter causado avultados prejuízos, durou imenso tempo para ser recuperado (não tenho mesmo notícia de quando isso aconteceu).

Os jogadores habituais preferiram organizar-se em pequenos grupos e jogar entre si, perdendo-se a dinâmica existente.

Ao que me disseram na época, passaria exactamente por baixo daquela sala uma antiga ribeira, que terá sido tapada, mas que nesse ano, devido á grande intensidade das chuvas, (aluíram partes da avenida marginal, julgo que em Carcavelos) terá subido o nível das águas alagando o espaço e dificultando soluções.

E assim morreu uma secção que também contribuiu para levar o nome de Paço de Arcos a outros patamares.



Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


16 de janeiro de 2010

CROMOS

Paço de Arcos no antigamente

E esta, hem?????????


Dá para perceber que ‘no antigamente’ o pessoal curtia bué o carnaval.

Hoje haverão outros carnavais. É a vida!!

De qualquer forma dá prazer rever gente que fez história em e de Paço de Arcos.

Saudade! Eram bem divertidos e tinham prazer nisso.


Joaquim Carocha; Fernando Aires; Claudino ‘Boca Negra’;
Manuel Ribeiro; Jorge Sapateiro; Carlos ‘Cadaduxa’;
João Pita; Armando Aires; Nogueira;
‘Gigante’; Chico Ventura.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.

30 de outubro de 2009

O CATRAIO DO TEJO 02


Em continuação da história do catraio com 109 anos de seu nome "Peleve", pertença do João Fortuna, temos a satisfação de apresentar aqui imagens da "Quinta Real Regata de Canoas", que juntou cerca de 40 embarcações tradicionais do rio Tejo, e onde o "Peleve" também participou.

O "Peleve" era, nesta regata, a embarcação mais antiga e uma das mais características e mais raras, de todas as que participaram.

A reportagem foi apresentada na SIC, no seu programa "Nós Por Cá", como a anterior, no dia 29 de Outubro.

A bardinagem envia daqui um abraço de solidariedade e de muita amizade ao João Fortuna e que ele e os seus amigos continuem a navegar com o "Peleve" durante muitos e bons anos!!






Uma curiosidade: gostaríamos que o João Fortuna nos explicasse o porquê daquela bandeira portuguesa com fundo todo azul! Nunca tinhamos visto e, como para tudo há uma explicação, para este caso também deve de haver!!

Aqui fica o desafio ao João Fortuna, se ele tiver conhecimento deste blog e destes "posts", de satisfazer a nossa curiosidade.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



29 de outubro de 2009

ODE A PAÇO DE ARCOS


Desconhecemos a autora e encontrámos esta pequena "pérola", absolutamente por acaso, quando deambulávamos pela net à procura de informação sobre a nossa vila.

Achámos enternecedor e entendemos que não podia ficar escondido entre milhões de coisas que povoam este meio de comunicação.

Assim e com a devida vénia à sua autora, a quem aproveitamos para daqui lhe dar os parabéns pela produção não só do pequeno filme, mas também pelo excelente poema, queremos deixar-vos aqui esta pequena, mas sentida homenagem à nossa vila e a todos os paço-arquenses.

À poeta Manuela Silva Neves, autora do poema e do filme, e ao Fred Mendonça, autor das fotografias, mais uma vez os nossos parabéns e o nosso obrigado pela sua pequena mas importante obra.

E que nos desculpem mais uma vez, do nosso pequeno roubo, mas estamos convictos que eles também gostarão de partilhar com os nossos leitores este seu trabalho sobre "A Vila Mais Charmosa de Portugal"!!!







Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



O CATRAIO DO TEJO 01


Paço de Arcos continua nas bocas do mundo e da televisão.

Depois de uma ministra, agora um "catraio", pela(s) mão(s) de João Fortuna, que, através do programa diário da SIC, "Nós Por Cá", nos conta, em palavras simples e sentidas, o carinho e o amor que tem pelo seu "catraio", que durante alguns anos recuperou com a ajuda de alguns amigos, e que agora navega de vez em quando pelas águas serenas do rio Tejo, e não só.

Aqui ficam as imagens que foram transmitidas pela SIC, ontem, quarta-feira, dia 28 de Outubro.

Só é pena que a SIC não disponibilize a primeira parte da reportagem, onde o João Fortuna conta a história da recuperação do "catraio", mas se por acaso for possível, disponibilizaremos a sua visualização aqui no blog.






Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



24 de outubro de 2009

UMA MINISTRA DE PAÇO DE ARCOS

MARIA HELENA ANDRÉ
Ministra do Trabalho e Segurança Social

Foi com alguma surpresa, mas também com muita satisfação, que a bardinagem teve conhecimento que uma das novas ministras do novo governo de Portugal, saído das últimas eleições legislativas, é uma "filha da terra".

Trata-se até, por feliz coincidência (ou não), da irmã de um nosso camarada bardínico, o Carlos André, o que, desde logo, enche ainda mais de orgulho este grupo que tenta, acima de tudo, lutar pelo que de melhor a nossa vila possa ter. Neste caso, o melhor está ao nível das pessoas e a Helena André está, pensamos nós, ao nível dos melhores.

Queremos deixar aqui, desde já, as nossas felicitações à Helena e à sua família, incluindo como é óbvio o bardino Carlos André, a quem enviamos um grande abraço de amizade, e desejar que tudo lhe corra pelo melhor, pois também sabemos que as dificuldades que se lhe vão apresentar serão imensas, principalmente nestes tempos de crise económica profunda e com o desemprego a atingir proporções alarmantes.

Mais uma vez aqui deixamos à Helena votos de muitas felicidades no novo cargo que vai ocupar e que, temos a certeza, vai dignificar, entre outros valores, a nossa querida vila de Paço de Arcos.

Deixamos a seguir uma breve resenha do percurso da Helena André nestes anos ao serviço do seu país.

Maria Helena André nasceu em Paço de Arcos há 48 anos, é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, sendo membro do Conselho Científico do Instituto de Investigação sobre o Emprego da Napier University.

Iniciou a carreira em 1981, na UGT, e chega a Bruxelas sete anos depois. É conhecida, também, a sua colaboração com a Fundação Res Pública.



Exercia actualmente funções como Secretária-Geral Adjunta da Confederação Europeia de Sindicatos, responsável pelo Diálogo Social Europeu e Política Social Europeia.





Boa sorte Helena, é o desejo profundo e sentido d'Os Bardinos!





Colaboração do Bardino Vitor Martinez.