20 de setembro de 2009

PAÇO DE ARCOS VISTO POR PASSAPORTE 03

ANOS 50 DO SÉC. XX (1)

Fotografias de Paço de Arcos tiradas por António Passaporte durante os anos cinquenta do séc. XX.

VISTAS VÁRIAS, A MARGINAL E A PRAIA VELHA

(Clique 2 vezes sobre as fotos para as ampliar.)

Paço de Arcos, a parte alta, o Espargal e vista parcial sobre a linha férrea.


Rua Lino de Assunção e linha férrea.


Zona marginal junto aos Socorros a Náufragos.


Marginal, zona da antiga lota.


Lota e edifício dos Socorros a Náufragos.


Cais e porto vistos do mar.


Porto, barcos de pesca.


Baía e porto.


Vista parcial a partir da praia da Sardinha.


Praia da Sardinha, barcos encalhados.


Praia da Sardinha, barcos encalhados.


Pescador reparando as redes na doca da praia da Sardinha.


Braço da inacabada caldeira pombalina.


Trecho da estrada marginal e praia da Sardinha.


Baía e porto.


Vista parcial de Paço de Arcos e estrada marginal.


Estrada margina e, ao fundo, movimento da lota.


Estrada marginal, curva junto ao jardim.
(À esq. o ringue Leocádio Pórcio).


Estrada marginal, curva junto ao jardim.
(À esq. o ringue Leocádio Pórcio).



Estrada marginal, curva em Caxias, com onda ameaçadora erguendo-se do Tejo.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.



18 de setembro de 2009

PAÇO DE ARCOS VISTO POR PASSAPORTE 02

ANOS 40 DO SÉC.XX

Fotografias de Paço de Arcos tiradas por António Passaporte durante os anos quarenta do séc. XX.

(Clique 2 vezes sobre as fotos para as ampliar.)

Vista parcial do trecho ribeirinho e abertura oceânica.


Vista parcial.


Jardim, baía e trecho da Marginal.


Jardim e Marginal.


Jardim, baía e trecho da Marginal.


Palácio dos Arcos.


Palácio dos Arcos.


Paço senhorial dos Conde de Alcáçovas.


Rua Costa Pinto.


Estrada Marginal.


Praia dos Pinheiros.


Praia dos Pinheiros.


Praia de Paço de Arcos, barracas e toldos, com o Bugio no horizonte.


Praia das Fontaínhas.




Nota - As legendas das fotos são do próprio António Passaporte, segundo o seu arquivo e que constam da publicação "O Olhar de António Passaporte", edição da CMO.





Colaboração do Bardino Vitor Martinez



PAÇO DE ARCOS VISTO POR PASSAPORTE 01

Não é uma figura da nossa vila, mas é uma figura do nosso país que marcou de forma distinta a fotografia do século XX, pela forma como fotografou esse mesmo país, deixando um legado às gerações futuras de que se pode justamente orgulhar, referente principalmente ao período dos anos 40 aos anos 60 e em especial ao concelho de Oeiras, onde obteve um espólio de grande significado.

Referimo-nos a naturalmente a António Passaporte, fotógrafo emérito, que documentou de forma indelével todo o nosso Portugal e em especial, para nós paço-arquenses, o nosso concelho e a nossa vila.



António Passaporte nasceu a 24 de Fevereiro de 1901 em Évora, onde viviam os seus pais. José Passaporte, seu pai, era um conceituado fotógrafo, chegando a ser designado "Photographo da Casa Real". António Passaporte viveu em Évora e em diversas cidades de Angola, onde seu pai exerceu a sua profissão, tendo passado a viver, a partir de 1923, em Madrid, onde casou e onde se iniciou na arte fotográfica mais em profundidade, principalmente na fotografia de paisagens e monumentos.

A partir de 1926 António Passaporte fotografa paisagens, monumentos, eventos históricos, cenas de guerra, marcas comerciais, praias, ruas, edifícios, etc., sendo a determinada altura chamado de "caçador de imagens".



Depois de uma breve passagem por França, regressa a Portugal no Verão de 1939, passando a residir em Lisboa e reiniciando aqui a sua actividade de fotógrafo. A Exposição do Mundo Português, em 1940, permitiu-lhe a possibilidade de produzir aquilo que era a sua especialidade e que a sua estadia em Espanha lhe tinha dado grande experiência: a produção de postais ilustrados, em grande escala.

Começa a fotografar a Costa do Sol, depois percorre todo o país de norte a sul, de este a oeste, divulgando as imagens de cidades, vilas e sítios de interesse turístico, dando essas imagens origem a sucessivas colecções de postais, a preto e branco primeiro e depois a cores, que divulgaram de forma expressiva a imagem do nosso país interna e externamente.



António Passaporte era extremamente exigente na produção das suas fotografias e das colecções de postais, e, embora tivesse pessoal trabalhar por sua conta, incluindo o seu filho Rudolfo, era ele próprio que se encarregava de fazer determinadas operações que só ele achava que as podia executar.

É um inovador em termos de maquinaria e em 1953 compra uma máquina e um conjunto de objectivas Linhof, que importa da República Democrática Alemã e é com este material que, aos fins-de-semana, percorre Portugal de lés-a-lés, tendo concebido um tripé-escada e um sistema de fixação dos tripés das máquinas ao tejadilho dos seus automóveis.



A partir dos anos sessenta António Passaporte abandona lentamente o método de levantamento fotográfico do país, passando a dedicar-se à fotografia a cores, desenvolvendo a produção de postais ilustrados também a cores do património histórico português, desconhecido até então do grande público.

Com o passar dos anos António Passaporte foi diminuindo a sua actividade, realizando fotografia até 1975, passando os últimos anos da sua vida dedicado a escrever as suas "Memórias da Guerra Civil Espanhola", ainda inéditas, falecendo em 1983, com oitenta e um anos.



Deixou um legado fotográfico imenso (à data da sua morte tinha depositado no seu estúdio, para venda, cerca de um milhão de postais ilustrados a cores e a preto e branco), e o seu nome ficou gravado a letras de ouro na história da imagem fotográfica portuguesa das décadas de quarenta a sessenta do séc. XX.



É pois com a colaboração deste emérito fotógrafo, que gostaríamos de partilhar convosco algumas imagens que ele recolheu na nossa vila e que serão publicadas em "posts" seguintes, contribuindo desta forma, não só para dar a conhecer as imagens da nossa vila, como também para prestar sincera homenagem a este grande fotógrafo.



Nota - Os nossos agradecimentos ao autores da publicação "O Olhar de António Passaporte", edição da CMO, que nos possibilitaram recolher elementos para o texto que acima publicamos. A eles o nosso muito obrigado.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez



UM FOLHETO-MISTÉRIO



Hoje de manhã desloquei-me ao centro da nossa vila e passando pelas instalações da Junta de Freguesia vi no seu escaparate um folheto, do qual podem ver a reprodução, sobre a Requalificação Urbana do Centro Histórico de Paço de Arcos.

Ficando interessado recolhi um e folheei-o ficando estupefacto com o seguinte: o folheto anuncia qualquer acontecimento para o dia 19 de Setembro de 2009, pelas 15.00 horas, como podem ver pela capa, mas de pois de o virar, revirar, pô-lo de pernas para o ar, olhando-o de lado, não consegui perceber o que é que se passa amanhã, às 15.00 horas em Paço de Arcos, que esteja relacionado com a requalificação urbana do nosso Centro Histórico!!!


Por acaso alguém sabe o que se vai passar, se é que se vai passar alguma coisa, ou isto é só promoção da CMO em vésperas de eleições??!!!

Parece-me mais a segunda hipótese e sendo assim por aqui se pode continuar a aferir o respeito, o cuidado e também o "carinho" com que a nossa vila é tratada pelas entidades competentes da CMO, pois o folheto, como podem verificar, é da responsabilidade da CMO e insere-se no tipo de material de propaganda (Infomail) que regularmente recebemos em nossas casas.

Sem mais comentários, fica aqui o registo!!!



Colaboração do Bardino Vitor Martinez



17 de setembro de 2009

FIGURAS DA VILA 11


Terminamos aqui a nossa singela homenagem não a uma mas a três figuras da nossa vila, em simultâneo, que se distinguiram de forma indelével, tanto no aspecto social como naquilo em que eram especialistas: o hóquei em patins, modalidade soberana desde sempre do nosso CDPA.

Terminamos com um texto que também já aqui escrevemos e que relembra a homenagem que lhe foi feita ainda não há muito tempo pelas entidades oficiais do mais alto nível do nosso país.

Ainda há poucos dias a Confederação do Desporto de Portugal decidiu homenagear os

CAMPEÕES MUNDIAIS DE HÓQUEI EM PATINS DE 1947

na pessoa do mui querido e estimado conterrâneo Correia dos Santos, único sobrevivente dessa extraordinária equipa que levou o nome de Paço de Arcos ao mundo. É que se torna absolutamente indissociável esta aventura desportiva única na história de Portugal dos três homens (paço-arquenses de gema) que a escreveram, sem óbvio demérito dos restantes elementos, a saber,

EMÍDIO PINTO
JESUS CORREIA
CORREIA DOS SANTOS

Bem Hajam.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez




16 de setembro de 2009

FIGURAS DA VILA 10

Nota - Já aqui tivemos um texto de homenagem ao terceiro elemento deste trio de figuras de relevo da nossa vila. Referimo-nos a Correia dos Santos, aquando da sua homenagem pela Confederação do Desporto de Portugal. No entanto achamos que esse mesmo texto deve ser aqui inserido, neste contexto, pois não faria sentido dedicar um texto a cada uma das outras figuras e deixar a figura de Correia dos Santos órfã de um texto de referência. O texto é o mesmo e refere-se, tal como os outros dois textos, à vida e às conquistas do melhor avançado do Mundo em hóquei em patins de todos os tempos, ainda, e felizmente, entre nós!


CORREIA DOS SANTOS
O MELHOR AVANÇADO DO MUNDO
1926-

CORREIA DOS SANTOS foi considerado um caso especial do hóquei em patins. Ele foi um fenómeno, aclamado e reconhecido em todas as latitudes. Sem vaidades ocas, antes com simplicidade e entrega total.

José Correia dos Santos nasceu em Paço de Arcos, no dia 1 de Agosto de 1926. Inscreveu-se na Associação de Patinagem do Sul, em 7 de Dezembro de 1940. Tinha, portanto, 14 anos.

Em hóquei em patins representou sempre o Paço de Arcos. Primeiro o Paço de Arcos Hóquei Clube (até 1944), depois o Clube Desportivo de Paço de Arcos (desde a fusão, 1945).

Despediu-se da modalidade, oficialmente, em 6 de Julho de 1956, numa homenagem realizada no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, hoje Pavilhão Carlos Lopes. Mas continuou (a pedido e por necessidade do clube), até fins de 1960, com excepção da época de 1956/57. Jogou durante 19 anos.

Também praticou futebol no CDPA, no G.D. Estoril-Praia e no G.D. da Cuf.

Na vertiginosa e gloriosa carreira de Correia dos Santos, o famoso hoquista registou os seguintes títulos: Campeão Regional de Lisboa 1ª Categoria, 9 vezes; Campeão Regional de Lisboa 2ª Categoria, 3 vezes; Campeão da Taça de Honra, 6 vezes; Campeão do Torneio de Outono, 1 vez; Campeão do Torneio de Abertura, 2 vezes; Campeão Nacional, 8 vezes; Campeão do Torneio de Montreux, 3 vezes; Campeão do Torneio Internacional de Lisboa, 2 vezes; Campeão da Europa, 6 vezes; Campeão do Mundo, 6 vezes; Vice-Campeão do Mundo e da Europa, 3 vezes.

Foi internacional 158 vezes, tendo defrontado os seguintes países: Alemanha, Bélgica, Brasil, Egipto, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália e Suíça. Durante 12 anos (de 1947 a 1958) foi elemento efectivo da selecção nacional. Nesse período marcou 307 golos.

Pela selecção de Lisboa marcou 84 golos e pelo CDPA marcou tantos que lhe perdeu o conto a partir dos 2.700.

O grande e saudoso jornalista Vítor Santos chamou-lhe "a maior fábrica de golos do mundo".

Foi condecorado com a Medalha de Mérito Desportivo, a Medalha de Ouro de "Bons Serviços" da Câmara Municipal de Oeiras, a Medalha de Ouro da Cidade do Porto, a Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação do CDPA, a Medalha de Mérito da Federação Portuguesa de Patinagem. É sócio Benemérito do CDPA.

No dia 3 de Março de 1987, o clube pagou-lhe uma dívida de gratidão e admiração, homenageando-o condignamente no pavilhão gimnodesportivo, quando da inauguração dos festejos comemorativos do 66º aniversário do CDPA.

Eis, pois, o perfil de um HOMEM que soube vencer e convencer!


"A maior fábrica de golos do mundo!"


"Um caso especial do hóquei em patins".


Nas fotos seguintes podemos ver algum do espólio de Correia dos Santos, oferecido por este ao Museu do CDPA e que se encontra em exposição permanente na sede social do clube, no Salão Nobre.


















Colaboração do Bardino Vitor Martinez