24 de novembro de 2009

MONOGRAFIA DE PAÇO DE ARCOS (Apontamentos) 01


Vamos aqui iniciar a publicação de uma série de textos que nos permitem situar a vida e a história de Paço de Arcos em finais da primeira metade do século passado.

Trata-se de um pequeno opúsculo, intitulado "Monografia de Paço de Arcos (Apontamentos), da autoria de M.P. Videira,e foi publicado em edição de 1947, tendo sido impresso na Tipografia Central de Lisboa, Padre António de Oliveira, em Caxias.

Versa esta publicação variados aspectos da nossa vila, desde a sua fundação até à vida social, económica, desportiva e cultural, na primeira metade do século vinte.

Não vamos seguir a ordem cronológica da publicação, mas sim, vamos publicando pequenos textos, soltos, sobre diversos assuntos, sem a menor preocupação de seguir o alinhamento do livro.

Tornamos assim a leitura deste opúsculo mais descomprometida e até, talvez, mais divertida, pois ficam aqui os textos como se fossem um conversa entre o autor, os bardinos e os nossos leitores!

E como "as conversas são como as cerejas", os textos aparecerão aqui sem qualquer compromisso da ordem que o autor lhe deu na feitura do livro.

Apenas deixamos aqui a introdução que o autor faz no início da sua obra:

À
Juventude radiosa de Paço de Arcos,
especialmente aos jovens campeões de
"hockey" em patins, que tão alto têm
elevado o nome da sua terra natal,
dedica este pequenino e humilde trabalho.

O Autor.


Transcrevemos também um texto do autor sobre as suas fontes para a elaboração do seu livro:

ADVERTÊNCIA

Para a organização da presente monografia, servimo-nos, na sua maior parte, dos elementos colhidos nas Memórias da Linha de Cascais, Questionário, do Padre Francisco dos Santos, Guia de Portugal, Passatempo, de D. José Coutinho, Portugal Antigo e Moderno, de Pinho Leal, Anuário Comercial e outros documentos com valor histórico. Algumas pessoas de Paço de Arcos são credoras da nossa gratidão pelas informações, apontamentos e esclarecimentos, que nos deram para este humilde trabalho.

O Autor.



Nota: Os textos transcritos estarão identificados a negro e em itálico.



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


23 de novembro de 2009

ESCOLA DE ARTES DECORATIVAS DO BUGIO


Correspondendo à solicitação da nossa amiga e conterrânea Ana Oliveira e Costa, bardina de alma e coração embora não pertença ao nosso grupo tertúlico, publicitamos aqui a próxima Exposição Colectiva da Escola de Artes Decorativas do Bugio, que funciona sob a sua orientação e a sua grande dedicação.

Que seja uma exposição ao nível daquelas a que já nos habituou é o que a bardinagem deseja sinceramente e faremos todos os possíveis, e até os impossíveis, para lá estar aquando da inauguração.

Esta exposição está inserida nas comemorações do aniversário da criação da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, que terá lugar no próximo dia 7 de Dezembro.


Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


20 de novembro de 2009

PARABÉNS, DE NOVO!!!


Atingimos hoje, dia 20 de Novembro de 2009, cerca das 01.40 horas, as 5.000 visitas!!!

Dado que o contador começou a trabalhar no dia 3 de Agosto de 2009, temos uma média de 45 visitas por dia, o que achamos uma média interessante!

Obrigado a todos os que nos têm visitado, pois é sinal que têm encontrado motivos de interesse para aqui andarem!

Queremos subir a média de visitas! Contamos com todos e com a divulgação que possam fazer do blogue!!!

Mais uma vez OBRIGADO A TODOS e VAMOS CONTINUAR!!!


Os Bardinos


19 de novembro de 2009

O PEIXE-MONSTRO DE PAÇO DE ARCOS

O "PEIXE MONSTRO" DE PAÇO DE ARCOS
Paço de Arcos, 10 de Abril de 1894




Terça-feira, 10 de Abril de 1894

Pelas 7 horas da manhã na praia desta localidade, avistou-se defronte de Caxias, um grande volume ao cimo da água, presumiu-se ser um tonel.

Luís Martins dirigiu-se numa canoa aquele sítio e, achando-se a uma certa distância viu desaparecer o referido volume, não podendo verificar o que era.

Momentos depois, próximo do cais desta localidade apareceu um enorme peixe, que dizem ser o volume que se avistara. Imediatamente Manuel Esteves, cabo do mar, Francisco Martins, Quirino Lopes e mais indivíduos, em botes, lançaram-no com cabos que por 3 vezes partiram e só com auxílio de croques e bixeiros, conseguiram agarrá-lo.

Conduzido a muito custo o peixe para terra, verificou-se ser completamente desconhecido aos marítimos, mesmo aos mais antigos. Mede 8 metros de comprimento por 4 de diâmetro.

Mais de 500 pessoas das proximidades têm vindo à praia ver o peixe, que continua até quarta-feira em exposição.



Quarta-feira, 11 de Abril de 1894, às 6 horas.

Fomos ontem a Paço de Arcos, a fim de ver se podíamos obter uma fotografia do peixe que ali foi apanhado, mas foi impossível realizar o nosso desejo. O animal tinha sido vendido já para o museu da Escola Politécnica, estava já retalhado, tendo sido aberto pelo ventre em toda a extensão, e pela praia via-se grande quantidade dos seus pedaços.

A quantidade de povo que se aglomerava em torno do peixe era enorme. Em todos os comboios desde manhã, tinham ido inúmeros passageiros para Paço de Arcos, e mesmo o das 4 e um quarto da tarde levou bastante gente.

Segundo ali ouvimos, calcula-se que o peixe pesava 200 arrobas. Mede 8 metros de comprimento, armado de serrilha, com duas barbatanas dorsais, uma das quais termina em meio crescente e está situada no meio do corpo, e a outra é triangular, e está situada próxima da cauda. Tem no peito 2 barbatanas grandes e 2 mais pequenas no ventre. Os olhos do peixe são muito pequenos e a boca é semelhante à dos tubarões, armada com 3 ordens de dentes. A pele do dorso é de cor azul escuro e a do ventre branca.

O comboio nº 106, que devia chegar à estação do Rossio às 7 horas e 51 minutos da noite, trouxe 18 minutos de atraso por causa da afluência de passageiros nas diferentes estações.

No Rossio foram vendidos para Paço de Arcos 4 bilhetes de 1ª classe, 15 de 2ª, 47 de 3ª e foram recolhidos 104 das três classes. Na de Alcântara-Terra foram vendidos 29 de ida e volta.


Quarta-feira, 11 de Abril de 1894, às 18 horas da tarde.

Tem sido grande a concorrência para ver o peixe aparecido na praia desta localidade. Ontem até alta noite, não deixou de vir gente.

O peixe, segundo a opinião dum professor, é o denominado "Frade". Foi posto em praça pela 1 hora da tarde, sendo arrematado pela quantia de 40$500 réis, pelo Museu de Lisboa, que mandou já esfolar para aproveitar a pele.

Dizem que este é o primeiro que apareceu desta qualidade em Portugal. O Sr. D. Carlos veio no seu iate desembarcando à 5 da tarde: esteve examinando o peixe e conversou com Manuel Esteves, cabo do mar, um dos indivíduos que ajudou a apanhá-lo, prometendo a todos a sua protecção. O Sr. D. Carlos regressou a Lisboa no iate que o conduziu aqui.

Calcula-se em 3.000 o número de pessoas que até hoje têm vindo, não só da capital como das localidades circunvizinhas. As casas de pasto e restaurantes têm tido grande enchente, chegando em algumas destas casas a acabar a comida.

Segundo a experiência feita, o peixe não é aproveitável nem para derreter.



Quinta-feira, 12 de Abril de 1894

O peixe monstro que deu à costa de Paço de Arcos e ali foi pescado nas circunstâncias que referimos, veio ontem para Lisboa, dando entrada no picadeiro da Escola Politécnica, onde vai ser preparado para figurar no importante Museu da escola.

Do peixe só veio a pele e a cabeça. O resto foi abandonado na praia.



Sexta-feira, 13 de Abril de 1894

Continuou ontem a ser grande a romaria de curiosos ao picadeiro da Escola Politécnica, para verem o peixe que, como noticiámos, foi arpoado por pescadores próximo da praia de Paço de Arcos.

Não puderam, porém, satisfazer a sua curiosidade porque o monstro marinho não estava patente ao público, e compreende-se que não esteja, pois já começaram os trabalhos para a sua conservação.

Estes trabalhos são dirigidos pelo Sr. Alberto Gil Girrid, inteligentíssimo engenheiro e conservador do museu da Escola Politécnica, e executados pelo preparador Sr. Manuel de Sousa e seus ajudantes Seabra Santos e Costa.

Para os leitores poderem fazer uma pequena ideia do enorme tamanho do monstro marinho, basta dizer que o seu peso é calculado em 2 toneladas, 2.000 quilos, e foram necessários 3 homens para conduzir os fígados depois de tirados. O coração é também enorme; tem um tamanho de uma melancia grande e pesa 10 quilos. Pela boca, que mais parece uma furna, cabem 2 homens. Depois de aberta exala um activo cheiro a amoníaco.



Sábado, 14 de Abril de 1894

A quantia de 40$500 réis dada pelo museu da Escola Politécnica, na compra do peixe monstro que foi arpoado por pescadores próximo de Paço de Arcos, foi assim distribuída:
Manuel Esteves, Cabo do mar em Paço de Arcos, 6$000 réis; Quirino Lopes, filho do Patrão Joaquim Lopes, 3$000 réis; Francisco Martins, 3$000 réis; Luís Martins, 3$000 réis; António Eleutério, 3$000 réis; Barata, 2$500 réis; J.Padeiro, 1$500 réis; Perry, 1$500 réis; António Carate, 1$500 réis; Francisco Valares, 1$500 réis; Pedro Bicho, 1$300 réis; António Trafaria, 1$000 réis; Joaquim Caguiné, 1$000 réis; José Macaco, 1$000 réis; Camarão, 1$000 réis; Miguel das Cabras, 600 réis; João Correia, 600 réis; José Paulo, 600 réis; António Nieto, 600 réis; Prim, 400 réis; Guardas da Noite, 2$035 réis; Direitos do peixe, 2$035 réis; idem da praça, 320 réis; Manuel Tripeiro, 600 réis; e diversas despesas, 945 réis.

O fígado do peixe deu dois barris de óleo. Os trabalhos de embalsamento continuam, e dentro de breves dias o peixe será exposto ao público.



Fonte: Brochura da autoria de Rogério de Oliveira Gonçalves, ilustre historiador e estudioso de Paço de Arcos, editada pela Junta de Freguesia de Paço de Arcos e o Paço de Arcos 2000, em 1994, aquando da celebração do centenário da captura do Peixe-Monstro (Tubarão-Frade).

Os textos originais são do jornal "O Século", tendo o autor atrás mencionado feito a respectiva pesquisa, sendo aqui transcrita com a ortografia da época devidamente actualizada.


________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



CETORHINUS MAXIMUS
(Gunnerus, 1765)




Este tubarão é o segundo maior peixe conhecido actualmente, chegando a atingir cerca de 14 metros de comprimento e um peso de 3,5 a 4 toneladas.

Também chamado por Peixe Frade, Peixe Carago, Tubarão-Frade, ou simplesmente Carago ou Frade, apesar da sua grande envergadura é inofensivo para o homem, pois à semelhança das baleias, alimenta-se de plâncton.





O peixe monstro que durante vários dias foi primeira notícia do país, que mobilizou centenas de curiosos a deslocarem-se a Paço de Arcos, ardeu no incêndio que destruiu a Faculdade de Ciências de Lisboa, em 18 de Março de 1978, onde estava exposto.

Contribuiu para História da vila de Paço de Arcos com um dos mais fascinantes episódios.


Praia de Paço de Arcos à época.


Localização do local onde foi colocado na praia o peixe monstro.
Não existia ainda a Avenida Marginal.



6 dos pescadores que capturaram o peixe monstro.
(Foto Jornal "A Voz de Paço de Arcos")




Fonte: Textos retirados na sua totalidade de uma separata do Jornal "A Voz de Paço de Arcos", onde foram publicados em Junho de 2009. Os nossos agradecimentos.





Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


AS ESTÓRIAS DA BARDINAGEM 03



120 ANOS DA LINHA DE CASCAIS (SOCIEDADE ESTORIL)

Gostava de dar aqui o meu contributo sobre os dez anos que utilizei a linha (de 1953 a 1963) e que basicamente resumem um historial de acções heróicas na época, mas talvez pouco recomendáveis nos dias de hoje. A saber:

Passar à crava Nos meus primeiros anos de Liceu as “assinaturas de comboio” eram constituídas por um rectângulo com quadradinhos numerados de 1 a 52 e que cobriam assim duas viagens diárias, ida e volta, por mês (sábado incluído); a parte central do cartão era formado por um rectângulo mais pequeno com números de 1 a 12 para os meses do ano e respectiva fotografia.

Nós fazíamos no LNO 4 viagens por dia, o que obrigaria à emissão de dois cartões dos de 52 números por mês. Não me lembro de alguma vez ter sobrecarregado o meu pai com essa despesa adicional, já que ia fazendo o possível e o impossível para gastar no máximo 2 viagens por dia (muitas saídas e entradas em Santo Amaro, e às vezes, raramente, o recurso a penaites casa-liceu-casa).

Na história do passar à crava ficará para sempre gravada a célebre frase do nosso conterrâneo Luís Carlos Silveira do Carmo, um dos mestres dessa arte, … e o revisor olhou para mim e não me viu.


Entrar e subir em andamento – Comboios de seis e sete carruagens que ocupavam a totalidade da gare e conseguíamos subir e descer no limite, normalmente com grandes falanges de apoio dentro e fora que nos davam o impulso necessário para tal feito.

Passar a ponte a pé – Proeza sem grande registo de relevo se fosse feita pelas travessas visíveis nas laterais dos carris do comboio, na parte superior da ponte, mas que ganhava outra dimensão se fosse feita debaixo da linha só com o apoio da estrutura metálica.

Refiro-me à ponte de ligação entre S.Amaro e Oeiras que foi substituída recentemente, tendo assistido, simplesmente por acaso, com profunda emoção a essa operação (um dos engenheiros da transferência, tendo-se apercebido da minha emoção veio oferecer-me um capacete de protecção para continuar a ver os trabalhos, caso contrário teria que abandonar o local), talvez um bocado piegas mas lembro-me de dizer na altura OBRIGADO VELHA PONTE.


Fico por aqui, porque já me dói o dedo.
Abraços bardinos.




Colaboração do Bardino Fernando Sampaio.


AS ESTÓRIAS DA BARDINAGEM 02



CINE-TEATRO DE PAÇO DE ARCOS

Não terão sido muitas as representações de Teatro naquela sala, mas recordo-me de ter participado em algumas na minha juventude.

Numa, de carácter religioso, sob a direcção da Bébé (eu creio de Giovanni Papini) fazia de mordomo, e iniciava a peça com uns bons 10 minutos sozinho em cena num pretenso atendimento telefónico, que devia ter alguma graça já que a plateia ria com gosto.

Só que no decorrer da representação, já com o drama bem instalado, sempre que entrava em cena, o público mimava-me com os mesmos risos de satisfação da fase inicial, o que já não se adequava ao texto bem pesado que versava sobre um jovem cego que recuperava a vista por força da FÉ.

Lembro-me que o papel principal estava entregue a um moço de Caxias, Eduardo Cruz de seu nome, e entre outros que me lembre, estavam o Paulo Brás e o Arrobas da Silva (rápidas melhoras para ele).

Numa outra peça com encenação do Virgílio Tavares, a história era sobre fantasmas, em que eles, os fantasmas, eram representados pelas raparigas, chefiadas pela Liliana (mulher do Armando “Carinhas” Aires) e os amedrontados eram os rapazes comigo à carola; também aí o público riu a bom rir, o que me faz pensar que se perdeu aqui um bom comediante; paciência…



Na parte do Cinema relembro o fenómeno curioso que ocorria especialmente nas soirées, em que as sessões começavam normalmente com meia casa, e acabavam quase cheias.

Um dos grandes responsáveis por este enchimento sazonal era o Albertino Cara de Alpergata que pela porta lateral do lado dos sanitários, no pátio da fábrica de mosaicos e pirolitos, ia permitindo um acesso silencioso e respeitador a uma plateia sedenta de cultura e de algibeiras vazias.

Eu pertencia a um grupo de privilegiados, já que o Albertino era sócio do meu pai e do pai do Edmar (Manuel Calceteiro) numa fabriqueta clandestina de água-pé que todos os anos pelo S. Martinho produzia uns litritos do saboroso líquido (bem me saía do corpo, principalmente dos pés tal produção) rapidamente consumidos; mesmo dando de desconto os habituais exageros próprios da grande distância que nos separam de tal evento, iria jurar que nunca bebi água-pé tão saborosa como aquela; o borbulhar e o piquinho a enxofre eram inigualáveis.


Última recordação para o Salão Vitória, palco de grandes bailaricos, marchas, cegadas e outro tipo de diversões, que também merece ser lembrado.



Colaboração do Bardino Fernando Sampaio.


AS ESTÓRIAS DA BARDINAGEM 01


Começamos hoje a publicação de pequenos textos que contam estórias em que os protagonistas são a bardinagem ou pessoas cá da terra com conhecimento ou participação de alguém do grupo d'Os Bardinos!

Esperemos que a bardinagem colabore e torne este espaço um espaço muito participativo e que as estórias revelem momentos de boa disposição e de entretenimento.

O primeiro bardino a colaborar neste espaço é o nosso amigo Sampiao e esperamos que o exemplo dele seja seguido pela restante bardinagem.

Venham as Estórias para podermos fazer, também, a História de Paço de Arcos e da sua Bardinagem!!!



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


18 de novembro de 2009

PARABÉNS PORTUGAL!


A bardinagem deixa aqui os sinceros parabéns à nossa Selecção Nacional de futebol, pelo seu apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010.

Felicidades Portugal e que faça um grande Campeonato do Mundo são os sinceros desejos d'Os Bardinos!!!


Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


14 de novembro de 2009

PAÇO DE ARCOS (RE)VISITADO II



_________________________________________________________________________________________________________________________



Vista Geral

Sobre uma colina de maravilha, situada entre Caxias e Santo Amaro de Oeiras, espraia-se a graciosa e sorridente vila de Paço de Arcos, que é, na realidade, um verdadeiro jardim à beira do Tejo.


Geribita

Neste trecho de Paço de Arcos há muita moradias de luxo. "Geribita" é um palmo de terra onde vivem algumas famílias das mais aristocráticas da povoação. ...erguem-se neste lindo bairro os solares do Conde de Bobone, D.Duarte Praia, António Medeiros de Almeida, Condessa de Lousã e o histórico Palácio dos Arcos.


Chafariz Velho

O chafariz que se encontra no bairro da Geribita, vulgarmente conhecido por "chafariz velho", é obra do tempo do Marquês de Pombal.


Junta de Freguesia

O Governo da República, reconhecendo o desenvolvimento de Paço de Arcos como estância balnear, o seu valor comercial e industrial, prestou-lhe a justiça de elevar a povoação à categoria de vila e sede de freguesia por decreto-lei nº 12:783, de 7 de Dezembro de 1926.


Palácio dos Arcos

Segundo reza a tradição, D.Manuel I várias vezes se hospedou neste palácio com a sua filha, a formosa infanta D.Maria. Daquela espaçosa varanda do Palácio dos Arcos, o Rei Venturoso viu passar as frágeis caravelas para a Índia.


Senhor Jesus dos Navegantes

...e com as mãos postas e as lágrimas a correr, pede a Deus, ao Senhor Jesus dos Navegantes pelos náufragos e pelos salvadores.

Carlos Eugénio Correia da Silva, in Biografia


Praia Velha

A Praia Antiga, que nos tempos anteriores à linha de Cascais, foi a preferida pelos Condes das Alcáçovas, Marqueses de Monfalim, Condes da Torre, Marqueses de Fronteira, Condes da Ponte, Condes de Porto Covo, Viscondes de Bessone, Condes da Lapa, Condes da Caparica, Viscondes de Barcelinhos, Viscondes de Coruche, Barões de Linhó, e pelo titular do seu nome, Conde de Paço de Arcos, muita vezes foi visitada pelos reis de Portugal.


Praia Nova

...a Praia Nova ou Praia das Fontainhas é, pela sua beleza panorâmica, pela mansidão das suas águas, pela riqueza nas suas radiações terapêuticas, pela sua areia fina e limpa, pela situação abrigada dos ventos do Norte, dominantes na quadra do verão, a praia preferida pelos veraneantes de Lisboa e da província.


Campos Pereira

A Casa de José B. de Campos Pereira, é um estabelecimento no género dos pequenos bazares britânicos, com variado sortido de artigos escolhidos, onde predominam os bons livros e revistas, as perfumarias nacionais e estrangeiras, os bibelots e objectos para brindes, os brinquedos e jogos, as louças regionais, os artigos de ménage, a papelaria, etc.


Fanqueiro (Loja de Tecidos)

O Fanqueiro da Paço de Arcos, de Abreu & França, Limitada, é o maior estabelecimento de lã e algodão.


Farmácia Braz

Farmácia Mar, situada na Rua Costa Pinto, 184 a 186. É seu proprietário e director-técnico o farmacêutico Daniel Trindade Brás. No seu laboratório fazem-se análises clínicas.


Sapataria Coutinho

A Sapataria Palmax é a mais moderna da vila.


Drogaria (nº 126 da Rua Costa Pinto)

Na Rua Costa Pinto, 126, fica situada a Drogaria Central. Esta drogaria tem ferragens, vidros, louças de esmalte, artigos de papelaria e utilidades, perfumarias e águas minerais e medicinais.


Fábrica Couraça

...a fábrica ("Couraça") de Paço de Arcos conseguiu, com as suas exportações, fazer com que Portugal passasse de País não produtor para o segundo lugar dos países produtores de óleo de eucalipto em todo o mundo, lugar que, cremos, ainda hoje ocupa.


Casa Bonvalot (Casa dos Cacetes)

Há perto de meio século que Manuel Pinhanços a comercializou (a receita dos cacetes), não só, dando-lhe formato adequado que ainda hoje se mantém, mas também a actual designação,pois a antiga era a de "Palitos de Paço de Arcos".


Inglês Morto

Este túmulo histórico que guarda o pó de Sir Courray Shiphy, comandante da "The Nymph" representa um modesto mas venerado monumento ao valor dum heróico e jovem marinheiro que morreu a combater pela libertação de Portugal no dia de S.Jorge.


Monumento ao Patrão Joaquim Lopes

O desconhecido Joaquim Lopes toma parte, voluntariamente, no salvamento temerário da embarcação, que está prestes a afundar-se. Fá-lo com tamanho valor, que a vila inteira, no dia seguinte, elogia o rapaz, que desde então deixa de ser o desconhecido algarvio. ...Foram tantos os salvamentos realizados por Joaquim Lopes, que o nomearam patrão do salva-vidas. ... "Até trezentos contei, mas depois não fiz caso da contagem".


Forte da Giribita

À entrada do bairro aristocrático denominado "Geribita", junto da Avenida Marginal, ergue-se o forte vulgarmente conhecido por Geribita, mas cujo nome é "Nossa Senhora de Porto Salvo".


Farol do Bugio

Foi no seu reinado (D. Sebastião) que teve princípio a fortaleza da barra chamada Torre de S. Lourenço e vulgarmente conhecida por "Bugio" ou do "Cabeça Seca", por Ter sido construído à entrada da barra no cachopo chamado Cabeça Seca.


Socorros a Náufragos

Em dia de temporal, aparecem sempre voluntários, lobos do mar, como os outros, que se atiram abnegadamente para a heróica faina de salvar o seu semelhante em perigo de vida.


Pontão

Em 1837 foram estabelecidas carreiras de vapores para Paço de Arcos. A tabela de preços era de 120 réis à proa e 240 réis à popa, com o seguinte horário: De Lisboa para Paço de Arcos - Segundas, Terças e Sábados, às 6,30 e às 15 horas; Domingos e Dias Santos de Guarda, às 7,30 e às 15 horas. O vapor fazia escala tanto na ida como na volta, por Belém, Pedrouços e Cruz-Quebrada.


Estação da CP

A exploração desta linha foi inaugurada pelo combóio que saiu às 11,30 horas da estação do Cais do Sodré, no dia 15 de Agosto de 1926. Desde o Cais do Sodré até Cascais o combóio com as entidades oficiais seguiu entre aclamações vibrantes. Em algumas estações foram lançados para dentro confetti e flores. E desde esse dia as viagens na Linha de Cascais passaram a ser rápidas e cómodas.


Quinta da Terrugem

Neste palacete viveu durante muitos anos a célebre poetisa espanhola e senhora de sociedade, Carolina Coronado, autora, entre outras, da obra El Amor de los amores. Aqui era visitada pelos distintos escritores
Júlio de Castilho, Sousa Viterbo e Fialho de Almeida.


Quinta do Relógio

Neste palacete viveu durante muitos anos a célebre poetisa espanhola e senhora de sociedade, Carolina Coronado, autora, entre outras, da obra El Amor de los amores. Aqui era visitada pelos distintos escritores
Júlio de Castilho, Sousa Viterbo e Fialho de Almeida.


Monumento a José de Castro

Paço de Arcos teve e tem alguns filhos ilustres.


Bombeiros

Esta instituição tem por fim principal a formação integral dos jóvens desta vila sob o ponto de vista intelectual, moral e social.


Lactário (Edifício Campos Pereira)

A comissão dirigente tem sido auxiliada por um grupo de meninas que têm sido incansáveis, ajudando o serviço médico e visitando as crianças protegidas pelo Lactário, que fornece às crianças leite, farinha, medicamentos, roupa e calçado.


Clube Desportivo de Paço de Arcos

Em Maio de 1946 o Clube deslocou-se a Espanha onde disputou quatro jogos, todos com resultados vitoriosos e as suas exibições foram de tal maneira convincentes, que a imprensa espanhola não lhe regateou aplausos, tendo classificado os jogadores do Clube Desportivo de Paço de Arcos como "verdadeiros mestres do oquei em patins".


Cine-Teatro

...o Orfeão fez a sua apresentação no Cine-Teatro desta vila, em espectáculo completo, com duas partes preenchidas pelo Orfeão e uma de solos de canto, piano e violino, desempenhada por orfeonistas. O sucesso foi retumbante...


Casino (Salão Nobre do CDPA)

Brilhantes festas ali se realizaram com a assistência da alta aristocracia veraneante e, algumas vezes, tiveram a presença da família real e dos próprios soberanos. Os pares dançavam ao compasso das valsas, mazurcas ou polcas, executadas por um pianista, que atendia os pedidos da assistência.


Casa dos Rapazes (Largo Conde de Alcáçovas)

Esta instituição tem por fim principal a formação integral dos jóvens desta vila sob o ponto de vista intelectual, moral e social.


Cortejo do Marquês

A carruagem seguia de Lisboa entre alas de cavaleiros, flamante, com aparato quase real. Só em Paço de Arcos, junto do chafariz velho, construído nessa época, os tambores alinhavam em formatura de parada. A carruagem moderava o seu andamento e era entre rufos de caixa que o valido real atravessava a estrada de Paço de Arcos a Oeiras.


Monumento aos Hoquistas

A primeira categoria de oquei em patins do Clube Desportivo de Paço de Arcos, que jogou em Espanha, onde obteve quatro vitórias e que emPortugal já ganhou cerca de setenta taças, é constituída pelos seguintes jogadores: Emídio Pinto (capitão do grupo), António Henriques, Manuel Gomes, Jesus Correia, Correia dos Santos e José Raposo (suplente).



Fotos Vitor Martinez
Textos M.P. Vide
ira



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.