15 de setembro de 2009

FIGURAS DA VILA 09

JESUS CORREIA
"FAIR-PLAY"
1924-2003


A vida de JESUS CORREIA consubstancia as virtudes que devem possuir todos aqueles que ostentem com orgulho a camisola do CDPA.

São raros os desportistas que no decurso da sua carreira atingem o elevado grau de prestígio a que subiu Jesus Correia. Às suas invulgares qualidades de jogador aliou sempre impecável correcção de verdadeiro desportista e de irreprensível conduta, quer dentro quer fora do jogo.

"Jesus Correia conheceu a maior glória desportiva. Saboreou até à última gota os variados e clamorosos triunfos. Mas nunca se deixou embriagar pelos êxitos e pela fama. Em todos os actos da sua vida foi calmo, ponderado, honesto, e soube grangear e conservar amizades sinceras."

Serviu o Paço de Arcos com exemplar dedicação, mantendo sempre um correctissimo trato com os companheiros, dirigentes e admiradores.

O prémio "Fair-Play" de 1983, atribuído pelo Comité Olímpico Português a desportistas de excepcional eleição, não só distinguiu o inigualável currículo de Jesus Correia, mas também enalteceu o salutar exemplo de todos os que "procuram no desporto a dignificação do Homem".

Jesus Correia foi grande entre os maiores.

Por isso, o Clube Desportivo de Paço de Arcos honra-se dele e resgista-o no coração como um símbolo de orgulho e de inexcedível relevo.

António de Jesus Correia nasceu em Paço de Arcos no dia 3 de Abril de 1924 e faleceu a 30 de Novembro de 2003. Representou o Paço de Arcos em futebol e hóquei em patins, tendo feito a sua estreia pelo Paço de Arcos Sports Clube, actuando durante a época de 1941/42 .

Foi fundador do Paço de Arcos Hóquei Clube (sócio nº 11) e do Clube Desportivo de Paço de Arcos (sócio nº 7).

Em 16 de Abril de 1955 foi homenageado no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, hoje Pavilhão Carlos Lopes, e o Paço de Arcos homenageou-o com um festival desportivo de 23 a 30 de Junho de 1984.

Foi campeão de Lisboa 6 vezes; Campeão Nacional 8 vezes; Campeão da Europa 6 vezes; Campeão do Mundo 6 vezes; Campeão do Torneio de Montreux 4 vezes; Campeão da Taça de Honra do Sul 5 vezes; Campeão do Torneio de Abertura 2 vezes; Campeão do Torneio de Outono 1 vez; Vice-Campeão da Europa e do Mundo 2 vezes.

Foi internacional 142 vezes. Pela selecção de Portugal marcou mais de 2.000 golos. Seleccionador Nacional de 1958 até 1960.

Membro da Comissão do Pavilhão e Membro do Conselho Geral.

Tem as seguintes condecorações: Medalha de Mérito Desportivo; Medalha de Mérito da Federação Portuguesa de Patinagem; Medalha de Ouro de "Bons Serviços da Câmara Municipal de Oeiras"; Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa; Medalha de Ouro da Cidade do Porto; Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação do CDPA; Prémio "Fair-Play" do Comité Olímpico Português; Sócio Benemérito do CDPA.

Jesus Correia também jogou futebol no Sporting Clube de Portugal, onde foi Campeão Nacional 7 vezes e conquistou a Taça de Portugal por 3 vezes. Foi internacional pela nossa selecção por 13 vezes. Marcou 158 golos ao serviço do Sporting e 3 golos pela Selecção. No Sporting formou com Vasques, Peyroteu, Travassos e Albano a célebre linha avançada dos "5 Violinos".

Uma recordação inesquecível: O Sporting realizou um jogo em Madrid, com o Atlético, no estádio Metropolitano. Foi no dia 5 de Setembro de 1948. O jogo era de carácter particular e o Sporting venceu por 6-3. Jesus Correia marcou os seis golos!!!

Era assim o nosso "Necas", como carinhosamente era tratado!!!


No Paço de Arcos Hóquei Clube.
De pé, da esquerda para a direita: José Raposo, Manuel Gomes e Jesus Correia.
No primeiro plano, pela mesma ordem: Correia dos Santos, Emídio Pinto e Carlos Vieira.



Disputando a bola com Feliciano(?) do Belenenses.



Os 5 Violinos.
Da esq. para a dt.: Jesus Correia, Vasques, Peyroteu, Travassos e Albano.




Colaboração do Bardino Vitor Martinez


FIGURAS DA VILA 08

EMÍDIO PINTO
"O MELHOR GUARDA-REDES DO MUNDO"
1923-1982


EMÍDIO PINTO, guarda-redes e capitão do Clube Desportivo de Paço de Arcos e da selecção nacional de hóquei em patins, modalidade que muito honrou e prestígiou, por via das suas excepcionais qualidades de jogador e de desportista.

Admirado e respeitado por todos os que o conheceram, desfrutou, nos diversos meios em que se inseriu, dum excepcional prestígio.

Às suas inexcedíveis qualidades técnicas, aliou qualidades de carácter, inteligência, cultura e de "comando", raramente reunidas na mesma pessoa, sabendo aplicá-las numa actividade em que todas elas serviram para oferecer às massas um exemplo de virtudes.

Representou o CDPA durante quinze anos, sempre com rara elegância e exemplar isenção. O desporto e o país muito lhe ficaram devendo.

Foi e será eternamente um dos grandes orgulhos de Paço de Arcos, onde nasceu no dia 28 de Setembro de 1923 e faleceu em 24 de Setembro de 1982.

Começou a jogar hóquei em patins em 1 de Janeiro de 1939, ainda não tinha 16 anos. Primeiro pelo Paço de Arcos Hóquei Clube, de 1039 até 1944, e depois pelo Clube Desportivo de Paço de Arcos, de 1945 até 1953.

Foi um dos fundadores do PAHC (sócio nº 107) e do CDPA (sócio nº 8). Despediu-se da actividade no dia 27 de Junho de 1953, no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, hoje Pavilhão Carlos Lopes, num festival em que o Paço de Arcos venceu a Selecção Paulistana (S.Paulo/Brasil) por 9-3.

Foi Campeão de Lisboa 7 vezes; Campeão Nacional 6 vezes; Campeão da Europa 5 vezes; Campeão do Mundo 5 vezes; Vice-Campeão da Europa e do Mundo 2 vezes; Campeão do Torneio de Montreux 2 vezes; Campeão da Taça de Honra do Sul 6 vezes; Campeão da Taça de Outono 1 vez; Campeão do Torneio de Abertura 2 vezes e Campeão do Torneio Internacional de Lisboa 1 vez.

Foi homenageado em Paço de Arcos, Porto, Braga e Tomar no decorrer do ano de 1953.

Para além disto, Emídio Pinto foi 95 vezes internacional e seleccionador nacional de hóquei em patins; treinador dos juniores e dos principiantes do CDPA. Intérprete de gala do Grupo Cénico do Clube, actuando com grande êxito nas peças "As Duas Causas" e "Muito Provável". Membro da Secção Cultural, é um dos fundadores do "Boletim Mensal". Sócio Benemérito do CDPA. Membro da Comissão do Pavilhão.

Foi condecorado com: Medalha de Mérito Desportivo; Medalha de Mérito da Federação Portuguesa de Patinagem; Medalha de Ouro de "Bons Serviços" da Câmara Municipal de Oeiras; Medalha de Ouro da Cidade do Porto; Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação do CDPA.

Conquistou ainda o Diploma Internacional de Hóquei em Patins de Melhor Guarda-Redes do Mundo.


Barcelona - Maio de 1946 - CDPA, 6 - Español, 1


Ringue Calvo Sotelo - Maio de 1946. A defender um "penalty".


Colaboração do Bardino Vitor Martinez


FIGURAS DA VILA 07

EMÍDIO PINTO
JESUS CORREIA
CORREIA DOS SANTOS


Retomando este espaço do nosso blog, lo das Figuras da Vila, quero hoje deixar aqui expresso um texto, ou vários, referentes a três figuras das mais gradas da nossa vila, pelo papel que desempenharam não só no aspecto directamente ligado à sua actividade, o desporto, mas também pela divulgação que deram ao nome de Paço de Arcos, como vila e clube, aos quatro cantos do mundo!!

Houveram, nesta área, outros nomes importantes e que aqui serão na devida altura mencionados, mas estes são, por total consenso, aqueles que mais se distinguiram, pelos feitos e pelos títulos conquistados, não só em representação do seu clube, o CDPA, como, e principalmente, da nossa selecção nacional!!

Referimo-nos, está bem de ver, a Emídio Pinto, Jesus Correia e Correia dos Santos, três nomes que são todos eles e cada um deles, uma referência no desporto no nosso país e no estrangeiro.

Vamos, por uma questão prática e de facilidade de escrita e também de leitura, criar textos individuais, mas que funcionam como se fosse um só, pois era assim que eles, também no seu tempo jogavam: em equipa!!!

Queremos deixar aqui um agradecimento desde já ao saudoso Professor Coelho, que no seu livro "História do Clube Desportivo de Paço de Arcos 1921-1991, Factos, Nomes e Números" escreveu os textos que tomámos a liberdade de transcrever com as adequadas adaptações. Sem estes textos, resultado de pesquisas profundas e cuidadas na história do CDPA, não seria possível publicar aqui o resumo breve da história magnífica destes três homens e desportistas de Paço de Arcos.

Um profundo e reconhecido obrigado ao Professor José Coelho.





Colaboração do Bardino Vitor Martinez


POUCA ORIENTAÇÃO


Já agora aproveito para chamar a atenção para a situação desta placa de sinalização, colocada na Marginal e que indica a última entrada para Paço de Arcos para quem circula no sentido Lisboa-Cascais.

Está logo a seguir ao jardim, à saída de uma curva e está parcialmente tapada com o tronco da palmeira e com a ramagem da árvore que se encontra ao lado.

Além de estar mal situada, atrás de uma palmeira que por si já tem um tronco bastante largo, (deveria quanto a mim estar à frente da mesma, acho que não tinha qualquer problema!!!), está já parcialmente coberta pela ramagem da árvore contígua à palmeira.

Já está assim há muito tempo (aliás atrás da palmeira sempre esteve, pois foi lá colocada com a palmeira já no sítio onde se encontra!!!), e se não há hipótese de a colocar à frente da palmeira, pelo menos que se apare um bocado à ramagem da outra árvore, pois quem quer entrar para Paço de Arcos esta é, como disse, a última entrada por onde pode fazê-lo e esta é a indicação apropriada para o informar.

À consideração de quem de direito!!!


Colaboração do Bardino Vitor Martinez



QUEM PAGA AS FAVAS!!!

Esplanada do Café Picadilly


Esplanada do Café Picadilly

Mais uma vez quem paga as favas é o automobilista!!!

Não tenho qualquer procuração dos mesmos, também o sou, mas como observador atento àquilo que se passa na nossa vila, condói-me a alma de ver mais uma vez que é o automóvel e o automobilista que mais uma vez é prejudicado em relação a todos os outros.

Não está em causa se os cafés têm ou não o direito de fazer aquilo que fizeram, (se o fizeram foi com autorização de alguém e também não é isso que quero pôr em causa!!!), o que está em causa é que o estacionamento na nossa vila já é tão problemático, assim como a própria circulação automóvel que, criar espaços de lazer à custa de mais lugares de estacionamento e da própria faixa de rodagem custa muito a ver e a aceitar!!!

Mas enfim, são critérios e decisões de quem manda, e quem manda pode, mas que como paço-arquense me custa ver, quando se percebe que são situações de recurso para agradar a alguém!!!

As fotos aqui ficam para mostrar que, além de desproporcionado, (não poderiam ter aproveitado os passeios, incluindo-os no espaço das plataformas??!!) esta solução só vem beneficiar uma minoria da população que frequenta aqueles espaços!!!


Esplanada da Pastelaria Vitória


Esplanada da Pastelaria Vitória



Colaboração do Bardino Vitor Martinez



MEMÓRIAS DA BARDINAGEM 02


A segunda recordação que quero aqui deixar, também a vi na televisão e foi inesquecível: a vitória do Benfica, na Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1962, sobre o Real Madrid, por 5-3!!!

Não sendo benfiquista, acho que naquele momento senti-me, acima de tudo, português e como português, como eu gostei de ver os espanhóis levarem cinco, depois de se convencerem que aquilo estava no papo e de ver o melão com que ficaram quando o jogo terminou.

Curiosamente a minha memória transporta-me para o mesmo local onde, no post anterior, mencionei que via com extremo interesse o Bonanza: o 2º andar da esquerdo de um prédio na Rua José Oliveira Raposo, situado na nossa vila, ali bem perto do mercado.

E a imagem que retenho com maior insistência é a de algures durante o jogo chegar à varanda que tinha no meu quarto e espreitar a rua que estava completamente deserta, excepção feita a meia dúzia de pessoas, se tanto, que viam o jogo na montra da loja do Rogério Maia, que ficava, e fica, mesmo ao lado do prédio onde morava!!!

Falando deste jogo é a primeira imagem que me vem à memória e que relaciona de imediato essa mesma recordação com Paço de Arcos!!!

Talvez não tenha sido o melhor jogo de futebol a que já assisti, mas foi de certeza dos mais emocionantes e dos que mais gozo me deu ver uma equipa portuguesa ganhar!!!

Para quem assistiu a esse jogo e quer matar saudades dos cinco golos que nele se marcaram, aqui ficam eles, narrados não pelo célebre Alves do Santos, mas por um locutor inglês que vibra intensamente com o jogo.







Colaboração do Bardino Vitor Martinez



14 de setembro de 2009

MEMÓRIAS DA BARDINAGEM 01


Gostava de abrir aqui um espaço dedicado à nossas memórias, às recordações da bardinagem, pois já temos todos alguns anos bem longos e gostamos sempre de recordar aqueles momentos que nos marcaram para todo o sempre e que hoje ainda nos tocam cá no fundo quando falamos deles.


Mas serão memórias com uma particularidade: terão que relacionar os factos recordados com a nossa vila de Paço de Arcos, o que não deixa de ser um desafio para aqueles que aqui quiserem deixar essas mesmas recordações.

E aqui mesmo, agora, deixo aqui o desafio a todos os Bardinos, para colaborarem neste espaço com as suas memórias, as suas recordações, que serão muitas e boas com certeza, e que tenham uma relação directa nos seus acontecimentos com a nossa vila.

Para começar aqui ficam dois momentos que ainda hoje recordo com alguma saudade e com alguma nostalgia, pois quando eles se passaram era ainda menino e moço!!

Neste post deixo a minha primeira recordação que, quando falo nela, recordo perfeitamente a sua relação com a nossa vila: a série da televisão "Bonanza"!!

Vim morar para Paço de Arcos, com 10 anos de idade, em Agosto de 1958, embora já aqui tivesse passado férias alguns anos antes, e fomos morar para a Rua José Oliveira Raposo, eu, os meus pais e a minha irmã. Os meus pais logo a seguir, não posso precisar quando, compraram uma televisão, (a preto e branco, claro, que na altura não havia ainda tv a cores!!!) e era à volta da televisão que, em certos dias da semana, ao serão, todos nos juntávamos, nós os quatro, os nossos vizinhos do andar ao lado e os meus tios que viviam também no prédio ao lado!!

E era aí que seguíamos com muita atenção e em ameno convívio os programas, as séries, o teatro, o cinema e as notícias que a televisão nos oferecia, tudo seguido muito atentamente até ao fecho da emissão e ao hino!!! (Sim que o meu pai só apagava a televisão quando aparecia a mira técnica!!!). Depois da televisão desligada é que nos despedíamos e íamos todos para o vale dos lençóis, todos consolados por mais uma noite de televisão.

E é precisamente tudo isto que recordo e mentalmente estas imagens passam à minha frente como que num filme, localizando a acção no 2º andar esquerdo de um prédio situado na Rua José Oliveira Raposo, em Paço de Arcos, quando se fala do Bonanza, uma das séries nossas favoritas e, da qual, não perdíamos um episódio.

Para aqueles que como eu seguiam com extrema atenção e dedicação a série Bonanza, com a família Cartwright a resolver melhor ou pior os problemas que surgiam no seu rancho, aqui fica uma pequena recordação, precisamente o genérico da série, que ficou famosa em todo o mundo e em Paço de Arcos também!! Ainda hoje, quando ouço o tema musical que abria os episódios, sinto qualquer coisa cá dentro, que não sei explicar, e que me emociona e que me remete para esse 2º andar!!!

Como curiosidade posso referir que a serie era e sempre foi a cores, mas nós nesta altura, só a víamos a preto e branco, julgando nós, na nossa inocência de quem tinha da televisão um conhecimento muito escasso, que a série era no original também a preto e branco!!!

Desfrutem um bocadinho do Little Joe, do Ben, do Adam e do Pai Cartwright!!!






Colaboração do Bardino Vitor Martinez



11 de setembro de 2009

O POSTO MÉDICO


Voltou a funcionar dentro do seu horário normal e com o serviço adequado às necessidades da população da nossa vila!

Esperemos que seja para continuar e melhorar sempre que possível!!

M
as também já me apercebi que as coisas podem a vir a complicar-se.

Esperemos que não!!!


Colaboração do Bardino Vitor Martinez



9 de setembro de 2009

AS FESTAS 03


ACABARAM AS FESTAS DE 2009. VIVAM AS FESTAS DE 2010!!!

É verdade! Normalmente tudo tem um fim e as Festas da nossa vila não fugiram a esse destino. Acabaram no Domingo passado onze minutos depois da meia-noite, após um espectáculo de fogo de artifício, que, como é hábito, as encerrou!

Só que não era hábito, pelo menos desde que me conheço e me lembre, haver um fogo de artifício tão pífio, pois a tradição manda que o fogo seja o ponto alto das Festas e este ano, pelo menos na minha modesta opinião, não o foi. Começou muito tímido, tornou-se algo repetitivo e muito modesto, falhou nalguns momentos com algumas pausas demasiado prolongadas e só teve, verdade seja dita, um final com algum espectáculo, embora algo breve.

Os fogos de que me lembro, e recordando o do ano passado que foi espectacular, o fogo começava normalmente com uma entrada com algum espectáculo, depois abrandava um pouco, tinha a meio novamente um fogo mais espectacular e após um período mais pausado vinha o final em clímax, com todo aquele fogo a cair sobre nós, num espectáculo grandioso de luzes, cores e som!!! Este ano não foi bem assim e foi pena!!! Aliás as palmas no final reflectiram um pouco isso, pois foram muito breves e pouco convencidas.

Estará Oeiras a temer que o fogo de artifício nas Festas do Concelho fique a perder para Paço de Arcos??!! Não quero pensar que assim seja, pois só teremos todos a ganhar se eles forem os dois bons e espectaculares!!!

Quanto às Festas propriamente ditas foram como se esperavam, nem melhores nem piores e para quem teve de passar uma semana inteira no recinto da feira o que custou mais a aguentar foi o vento, que não deu tréguas praticamente durante esse período de tempo.

À laia de balanço deixamos aqui dois ou três apontamentos que achámos que poderiam melhorar, no sentido de, por sua vez, melhorar também o nível geral das Festas:

1 - Os espectáculos no palco do ringue foram muito fraquinhos, excepção feita aos espectáculos dos Corvos e do Marco Quelhas, com a consequente baixa de público no recinto da feira, com as consequentes queixas dos feirantes. Ainda por cima os dias de melhor qualidade ocorreram ao fim de semana, dias já de si propícios a que haja mais gente. Deveria ser uma das facetas a ter em conta, (eu sei, eu sei, os euros contam muito, mas às vezes é uma questão de estratégia), e não querendo ter artistas de ponta todos os dias, aqueles de cartazes mais fortes além dos fins de semana também poderiam ser colocados em dias da semana mais "mortos", de modo a chamar mais público ao recinto da feira, com as vantagens para todos que daí viriam.

2 - Em conversa com várias pessoas já referi mais de uma vez a problemática circulação de trânsito que se faz à volta do recinto da feira!! Para quando fechar, a partir de determinada hora (19.00/20.00 horas) até às 24.00 horas, o acesso à Rua Cândido dos Reis, Praça 5 de Outubro, Av. Marquês de Pombal e Travessa do Forte de S. Pedro, limitando o acesso neste período de tempo aos moradores e aos feirantes. É que a malta anda ali às voltas, às voltas, à procura de um lugar para estacionar e claro que não encontra, atrapalhando o trânsito de maneira caótica e pondo em risco os próprios peões que se dirigem ou circulam na feira.

3 - Já agora uma pergunta: porque é que durante todo o período das Festas, um dos considerados "ex-libris" da nossa vila, o Geiser, esteve sempre de luz apagada??!! Responda quem souber que a quem eu perguntei ninguém me soube responder, inclusive o próprio Presidente da Junta de Freguesia!!! É uma pena estes pormenores falharem!!!

4 - Propôs o Presidente da CMO, dr. Isaltino Morais, no seu discurso de encerramento das Festas, que para o ano a Festas se prolonguem até à Rua Costa Pinto, envolvendo assim também a nossa via principal nos festejos, com as consequências que daí advêm para o comércio e para as pessoas. Animação de rua e outras actividades poderão levar as Festas também a um local tão emblemático de Paço de Arcos como é a Rua Costa Pinto. Agora é preciso que as pessoas e principalmente o comércio da zona colaborem mais um bocadinho que, como se pode ver pela folha de Donativos que vinha incluída no Programa das Festas, a sua contribuição é praticamente residual e se querem ter proveitos também terão de "colaborar" mais um qualquer coisa!!!

E por aqui me fico, que a prosa já vai longa!!!

Que as próximas Festas do Senhor Jesus dos Navegantes sejam ainda melhor que as deste ano é o que desejo sinceramente, como paço-arcuense que me prezo e que para o ano lá estejamos a festejar todos com muita alegria e animação!!!


Colaboração do Bardino Vitor Martinez



3 de setembro de 2009

AS FESTAS 02

As Festas de Paço de Arcos continuam animadas nas suas diversas vertentes. No recinto da feira os expositores lá vão fazendo os seus negócios, queixando-se de alguma forma da "crise"; no Palco do ringue e no Palco do Coreto sucedem-se as actuações de diversos artistas musicais; no Salão Nobre do CDPA o Salão da Vila regista aceitável frequência e os restaurantes e tasquinhas vão-se safando, pois sem passar de dar ao dente é que os visitantes da feira não podem passar!!!

Por tudo isto as Festas continuam a atrair bastante gente, talvez não tanto como nos anos anteriores, mas a tal "crise" é que tem a culpa, e todos aguardam já com alguma ansiedade o final das mesmas, não por terminarem, pois isso não é motivo de regozijo, mas sim por causa do fogo de artifício, que, mais uma vez, promete ser de "arromba".

Por aqui daremos conta do que se passar até ao final, aproveitando agora para mostrar nas fotos que seguem, alguns instantâneos dos acontecimentos mais marcantes que até agora tiveram lugar.


A PROCISSÃO

A procissão na Rua Costa Pinto.


A procissão junto à Marginal, aquando da benção dos barcos.


Representantes de algumas instituições do concelho, destacando-se o Dr. Isaltino Morais, Presidente da CMO, Nuno Campilho, Presidente da JFPA, Dra. Aline Bettencourt, dos BVPA e Eng. Nuno Luís, do Executivo da JFPA, segurando no pálio onde segue o Prior de Paço Arcos, Padre Jaime Pereira da Silva.


A imagem do Senhor Jesus dos Navegantes por altura da bênção dos barcos.


A benção dos barcos.


O "6º SALÃO DA VILA", DA PAÇO DE ARTES

Aspecto geral do Salão.


O Presidente da JFPA, no uso da palavra, na inauguração do 6º Salão da Vila.


Aspecto de parte do público presente na inauguração do Salão.


A associada da Paço de Artes Ana Oliveira e Costa,
junto dos seus trabalhos expostos no Salão
.


O RECINTO DAS FESTAS

A entrada do recinto da feira.


Ólhó Nougat e o Torrão de Alicante, do Óscar!!


As melhores farturas da feira: as farturas do Zé Manel, "O Maneta",
como é popularmente conhecido!!


As farturas do "Fugas" também são boas!!


O carrossel dos mais pequenos.


A Banda de Talaíde num espectáculo no palco junto ao Coreto.


Concerto dos Cadillac, recordando os êxitos do rock'n'roll dos anos 50 e 60.


Quem disse que na feira de Paço de Arcos não havia o "kasbah"??!!


A BANDA

A banda de Talaíde tocando pelas ruas de Paço de Arcos.


A ASSOCIAÇÃO "PAÇO DE ARTES"

O Stand da Associação Paço de Artes no recinto das Festas.


Na inauguração das Festas, o Presidente da CMO, Dr. Isaltino Morais, o Presidente da JFPA, Nuno Campilho, o Presidente da Comissão de Festas, Francisco Abrunhosa e o Presidente da Paço de Artes, Barral Correia, no stand da Associação Paço de Artes.


Visitas no stand da Associação Paço de Artes.




Colaboração do Bardino Vitor Martinez



2 de setembro de 2009

VISITAS


Em menos de um mês atingimos as 1.000 visitas ao blog!!!

ESTAMOS DE PARABÉNS!!!