13 de março de 2010

TEMPORAL EM PAÇO DE ARCOS 06

RESCALDO 2

Há exactamente uma semana, andei a ‘verificar’ os estragos do temporal desse fim-de-semana, e aqui deixei algumas impressões.

Como vem sendo hábito sempre que chove, a passagem inferior para a praia velha, paredão e arredores, estava intransitável pela altura da água aí “estacionada”, donde me ter parecido não ter havido grandes estragos. Pois não é verdade, como se pode ver nas imagens seguintes:





Os estragos foram avultados, e a recuperação vai ser, certamente, muito complicada e demorada, se tivermos em consideração a prática (nossa experiência) nesta Vila em particular.

A praia velha ficou, de facto, sem areia como é normal com este tipo de marés, mas, felizmente, ela regressará sem precisar de intervenção humana, porque senão… era uma vez.




Para poder aceder ao ‘outro lado’, tive que passar este lamaçal imenso,



o que, em abono da verdade, não seria necessário, como não seria necessário pôr os pescadores a atravessar a marginal com risco de acidentes/atropelamentos, nem impedir todos os transeuntes de aceder à praia velha e paredão, durante duas semanas, se utilizassem com outra frequência (já nem sei como argumentar) a tal bomba de extracção de água que afinal sempre existe (eu vi-a a trabalhar).






Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.



Nota - As nossas desculpas ao Bardino Fernando Reigosa pelo atraso da publicação deste texto, mas alguns imponderáveis justificam esse atraso.


7 de março de 2010

PARABÉNS RTP

PARABÉNS A VOCÊ!

A RTP faz hoje 53 anos.





A bardinagem deixa aqui uma mensagem de parabéns ao mais antigo canal de televisão em Portugal e que muitas e boas recordações nos oferece.



















a) - Agradecimentos a
www.misteriojuvenil.com



Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


5 de março de 2010

PAÇO DE ARCOS MAIS POBRE


Morreu António da Lúcia (António da Silva Tecelão).

Ícone das gentes antigas, que não velhas, desta Vila, foi o exemplo do lojista tradicional que pôde e soube manter (com a ajuda da família) a tradição da ‘loja de bairro’ - de que tanto vamos sentindo falta - contra tudo quanto foi ‘nova corrente’ “negocial”, ou seja ‘saca dinheiro’.

Bem hajas pela tua teimosia e perseverança. Ajudaste-nos a acreditar no futuro.

A sua drogaria, conhecida exactamente por António da Lúcia, serviu gerações atrás de gerações de Paçoarquenses, que quando em dificuldade (ou não) de qualquer pequeno artefacto, sempre se socorriam da sua loja, com a certeza de poder solucionar, no imediato, o problema.

Mais um dinossauro que nos deixa.

Por isso ficamos mais pobres. A Bardinada, comovida, presta-lhe esta pequena homenagem.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


FADOS EM PAÇO DE ARCOS


O Clube Desportivo de Paço de Arcos, em colaboração com a Junta de Freguesia de Paço de Arcos, organizou no passado sábado, um jantar com noite de fados no salão nobre do clube.

Consta que a sessão foi bem animada, até altas horas da noite.

Este acontecimento não teria nada de extraordinário, não fora o caso de ter sido presenciado por dois Bardinos, daí a nota neste Blog, a saber o “Nicha” da Silva e o Rafael “Cabecinha”.

Julgo que alguns, como foi o meu caso, não se aperceberam deste evento, e portanto a fraca assistência Bardínica.

Mas, para que conste, o grupo foi magnificamente representado, inclusivamente porque entre profissionais, amadores e espontâneos, o público pôde maravilhar-se (foi assim mesmo que foi transmitido) com a competência fadista do Rafael, a qual o Grupo Tertúlico “Os Bardinos” conhece bem.

Mais uma boa jornada do Grupo. É assim, também, que se cria credibilidade.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


3 de março de 2010

TEMPORAL EM PAÇO DE ARCOS 05

RESCALDO

Hoje terça-feira resolvi ir ver as consequências da forte tempestade do passado fim-de-semana, tendo em pensamento os estragos no final do ano.

Na verdade não se avistam estragos (adicionais). Apenas vagas do mais diverso entulho e lixos dispersos.



Na praia decorre uma operação (foto da esquerda) que aparenta ser de defesa do balneário/restaurante/bar/esplanada, dado que estão a encher enormes sacos de areia (tirada da praia) que são depositados á frente da estrutura. Talvez resulte.

No decorrer desta ‘investigação’ pude constatar o que me atrevo a classificar de

meio-milagre


Acontece que este artefacto, que começámos, neste Blog, por reclamar da sua necessidade, cedo se transformou num imbróglio, irresolúvel pela completa incapacidade das autoridades competentes.

Se se recordam, já aqui o escrevemos várias vezes, nunca funcionou, e apesar das variadíssimas chamadas de atenção, nem um aviso de avaria foi colocado, mantendo-se desde sempre como um simples caça-níqueis (0,10€).

Ignóbil.

Pois bem, hoje trago-vos boas notícias (ao que nós chegámos!!!): a maquineta já não é caça-níqueis.

Não funciona, não ostenta aviso de inoperacionalidade, mas a moeda é cuspida imediatamente.

As necessidades ficam para os cantinhos e arbustos, mas moeda já não gamam. Eureka.

Mais adiante, norte-sul, foi visitar o parque de estacionamento que serve a praia (a minha esperança).



E dei com este lindo matagal. Um dia será. Quando serão as próximas eleições?

Tinha em intenção ‘dar uma olhada’ na praia velha, paredão e arredores, para aquilatar de desmandos temporais, mas esbarrei nesta:



Um nosso leitor, obrigado, informou-nos há uns tempos quando nos queixámos desta anomalia (????????), que haveria, haverá?, uma bomba de sucção, para ‘retirar’ a água daquele sítio, e que, talvez por ser fim-de-semana (a nossa reclamação), os serviços não tivessem actuado. Boa vontade! A verdade está à vista. Não há solução nem de desenrasca.

Infelizmente já estamos habituados.

De longe ainda pude constatar que na praia velha houve a já habitual fuga das areias, para eventual regresso um dia destes, e nenhuma outra consequência aparente.

Meus amigos, podem continuar a passear á vontade.
“Cá tem problem” (a).



(a) Expressão do crioulo Cabo-Verdiano, que significa “está tudo bem”.




Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.



1 de março de 2010

RECORDAÇÕES

A minha rua …………………
(em Paço de Arcos, claro)


A minha rua (Dionísio dos Santos Matias) sempre foi o centro de todas as coisas.

E, para não pensarem que só estou a ‘puxar a brasa à minha sardinha’, vou-vos ‘bombardear’ com nomes e coisas, há muito esquecidas (ou, mais propriamente, adormecidas), e que fui rebuscando, até no travesseiro.

Mesmo que a memória já não seja (nem pouco mais ou menos) o que era, há coisas que com um pouco de trabalho mental se conseguem repescar.

Vou começar por pedir antecipadamente desculpa àqueles que, porventura, fiquem esquecidos nesta minha ‘aventura’, nomes omitidos ou dados trocados, mas far-me-ão o obséquio (e esta, hem?) de perceber que aqui o escriba já tem alguns neurónios a falhar.


Numa qualquer ‘bailação’, com a Isa (falecida ainda menina),
a Vanda Santos filha do Aníbal Santos, (lembram-se das miniaturas
de barcos?) e a Fernanda Aires; à esquerda seria o meu irmão
Carlos com a Lisete (atrevida), prima da Vanda.



O nº 7.


Eu morava no número 7, mesmo ao lado da escola, tendo pelo meio a entrada para as traseiras, onde, à época, existia uma oficina de automóveis (generalista, como se usava então). Nesse prédio morava eu e os meus dois irmãos, o Carlos (há muito falecido) e o Rui.


Vanda Santos, vizinha dos Arrobas e namorada do Carlos,
Carlos e Fernanda Aires


Viviam também o Zé Jacinto (que se intitulava a si próprio ‘o mais feio do planeta’;de resto era assim que ele abordava as miúdas, espantando-as) e a irmã, Isabel, o Luís Torres, mais conhecido na terra pelo Luís “merda” (também já falecido), e o José João Trindade, que faleceu recentemente.


Naquele terreiro traseiro fizeram-se grandes jogatinas de futebol.



O nº 12.


O prédio em frente, nº 12, tinha o Zé Manel Rodrigues e seu mano, o ‘terrível’ Alfredinho que nunca hesitou em correr o pessoal à pedrada, logo que o chateassem, incluindo o irmão que algumas vezes foi avistado a ‘esgalhar’ rua abaixo tentando ser mais rápido que as pedras ou beneficiar da distância para comprometer a pontaria do Alfredo, que, diga-se, era notável.


O nº 14.


Ao lado, no número 14, tínhamos o Manel Domingos, tanto quanto julgo saber já falecido, e o Rufino, e tenho uma vaga ideia que haveria um terceiro irmão, Fernando? Estarei enganado? Sei que eram filhos da Dª. Adelina que tinha uma loja de revistas/jornais e retrosaria (?) na Praceta.


A loja da Dª. Adelina era ali.


O Manel Domingos foi meu particular companheiro em grandes pescarias feitas no paredão ao lado da doca. Havia uma saída de esgoto aí a 5/6 metros da doca, que estava sempre pejada de peixe-rei. Sentávamo-nos aí, com uns anzóis minúsculos na linha, balde (oferta do TIDE) de 5 litros ao lado, e só saíamos quando os baldes estivessem cheios.


O nº 10.


Do lado contrário, no número 10, morava a famosa (entre a rapaziada) Ana Maria Formiga, cuja janela (rés-do-chão, naturalmente) era um alvo bem requisitado por alguma rapaziada, curiosamente ninguém da rua, tendo sido sorrateiramente galgada de quando em vez ao lusco-fusco.

Neste prédio morava também, no outro rés-do-chão o Coronel Osório que tinha duas filhas e um filho, cujos nomes também já me fugiram, excepção feita à mais nova, que se chamava Manuela. A curiosidade era que ao sábado, infalivelmente, o Coronel limpava o pó, e vinha à janela sacudir o pano, para nosso gáudio, putos ‘xaropes’.

No terceiro andar morou durante muito tempo um almirante da Marinha de Guerra, que chegou a ser Ministro da Marinha durante bastantes anos. A curiosidade é que o casal, não tendo descendência, tinha uma estranha prática em algumas tardes de sábado e todas as manhãs de domingo, e que consistia em trazer as revistas e os jornais e ficarem instalados no carro, à porta de casa, pondo a leitura em dia. Coisas!!!!!


O nº 16.


Subindo na rua, podíamos encontrar o filho da professora Marcela, Rui, no número 16.


O nº 11.


O Hélder (ilustre Bardino) no 11, o Mendonça no 9. Também a Ida Teresa, mais tarde, veio para aqui morar no número 11.


O nº 9.


E três moças cujos nomes me desapareceram completamente, as duas filhas do Trindade no número 18, uma das quais andava frequentemente com a Emília Cochicho.


O nº 18.


E a filha da padeira que morava no 15, na esquina no topo da rua, e que acompanhava com regularidade a Fernanda Nisa.


O nº 13, do Palitó e o nº 15.


A Fernanda, filha da Nisa, dono do cinema, o tal Cine-teatro referido pelo Bardino Sampaio na sua historieta, foi protagonista de uns quantos episódios brincalhões, quase sempre na rua Luciano Cordeiro, a caminho da estação. Ela era rechonchuda e vaidosa, e muito dada a piropos da rapaziada.

Os “maraus”, geralmente capitaneados pelo Zé Arrobas, o ‘Daducha’ e/ou Zé Pracana, quando ela ia a caminho (ou de regresso) para apanhar o comboio para ir para o Liceu de Oeiras, com os livros debaixo do braço, como todos fazíamos, entretinham-se a atirar os livros ao chão, para quando ela se baixava para os apanhar, dar-lhe umas palmadinhas no traseiro.

Nunca percebemos exactamente se ela achava graça ou não, porque a sua reacção era, digamos que mista.



O nº 6.


Para o lado contrário, no sentido descendente, nos prédios fronteiros ao Jardim de Infância (creche, na altura), tínhamos diversos ilustres habitantes, a saber: o Gilinho, o João Dourado e irmão no número 6.


O nº 4.


O Zé Gomes e o Ni, o Élio e a Gina Raposo (mulher do Tojica), todos no número 4, o Zé Pracana, os gémeos Morazo e a Ana Maria Rato, no número 2.


O nº 2.


Também me dizem que o Manuel (Marmelada? Lima?), do Pavilhão Jardim moraria nesta rua, seria, provavelmente, no prédio número 4. Não sei, é possível. Mas, se assim for, ele tinha um filho, que terá que ser acrescentado às contas.

Assim, ‘de sopetão’, já contei 36. E ainda não saí da ‘minha’ rua.


A Rua José Oliveira Raposo.


Mas nas ‘franjas’ haviam uns quantos que se juntavam habitualmente. O Celestino (um dos vários filhos do Joaquim Coutinho, julgo que o mais velho) e a sua vizinha Fernanda Nisa, ambos moradores na Rua Luciano Cordeiro, o Nortadas, na José Oliveira Raposo, etc.


A Praceta.


Por falar em vizinha, tínhamos na adjacente Praceta um (quase) sem número de companheiros. Só Rato Rosa eram três. O Zé Rafael, o Castro, o Rui Pinhão, o “Camané”, o Rui , Mário e a irmã (de que me escapa o nome) Monteiros, Mário Moura, Toni “Suiço”, a Elsa, os três irmãos Beatriz, Rosário e Beto, Teresinha Melo Oliveira (que pôs o Toni “Suiço” no telhado a cantar loas à menina), a Anabela e o irmão (outro nome fora).


Fernanda Aires.


A Fernanda Aires, com quem acabei por me casar, depois de a ‘gamar’ ao hoje, emérito Bardino “Nicha”, também morador na Praceta (para que conste somos os três grandes amigos, e nunca houve zangas – gente civilizada).




















Eu e a Fernanda Aires.


O Hernâni e a irmã (outro nome à vida), a Elisa e o Agostinho, filhos da Hélia cabeleireira, a “Maria Joaquina” (sem ofensa, apenas palavreado da época), e recordo-me vagamente de uma tal de Emília, que morou (talvez pouco tempo) no terceiro andar, do prédio imediatamente à esquerda do ‘Picadilly’, e que tinha o hábito de nos provocar descendo à rua apenas com uma gabardina vestida, exibindo-se depois para a ‘maralha’. Outros dois amigos de algumas brincadeiras, cujos nomes também se ‘eclipsaram’, eram os filhos (2) duma senhora que era professora no Liceu Nacional de Oeiras, um dos quais morreu em São Tomé, atacado por um crocodilo. Os Arrobas, Fernando e , não morando, exactamente na Praceta, também podem, e devem, ser considerados gente de lá.

E assim já fizemos subir o número para 70, vagamente recordáveis!?!?!?!?!?!

Antes de avançar, deixo aqui um desafio:


Quem consegue identificar o garboso
rapazinho do meio?



Das inúmeras ‘aventuras’ e tropelias do Luís Torres, certamente que todos se lembrarão dumas quantas, por isso, e porque seria difícil, ou fastidioso, até, percorre-las, apenas vou contar uma que é exemplificativa; um dia, ou antes, uma noite, saiu de casa dizendo à mulher, Manuela que muito teve que lhe aturar, que ia ao clube beber café e por lá ficar a dar à língua como habitualmente. Não apareceu. Três dias depois telefona-lhe de Bruxelas; tinha arranjado emprego, coisa que nunca teve, pois vivia às custas da mulher, a fritar batatas numa feira dos arredores. E a Manuela não se zangou; arre!!!!

Para quem já não se recorda, o Zé Jacinto é um rapaz magro, ainda hoje, que veio de Almeirim, porque o pai, ex-agricultor, tinha arranjado vida mais estável em Lisboa. Em rapazito tinha participado em umas quantas vacadas, como toureiro para o que, diziam, tinha muito jeito. Ele e o João ‘Santarém’ Fernandes, também oriundo de Almeirim (ou talvez Santarém) que tinha vindo na mesma época, tinham grande “afición” (será assim?).

Passavam horas a descrever as mais diversas peripécias para nosso gozo e aprendizagem, era a época de glória máxima dum tal “El Cordobés” (melhor toureiro de todos os tempos?) sempre encostados ao murete da Yolanda, café de referência (não é, Nortadas?).


Era aqui a Yolanda, do sr. Joaquim.



Por falar em vacadas, que tal esta? Onde reconheço
um tal de Vítor Montenegro, será “Nicha”?


Mas esta zona testemunhou muito outras diatribes, conversas, discussões, etc., sobretudo de cariz político (pré ou pró, como queiram).

No grupo que incluía estes dois, comigo, o Carlos Abrantes “Camané”, sempre, e, por vezes, o Castro e/ou o ‘Juca’ que morava por cima da linha, perto da estação, a discussão ‘arrancava’ sempre com o Jean Lartéguy em tema. Foi um escritor de cariz (e atitude) fortemente político que escreveu uma saga que se iniciou com Os Centuriões, e continuou com Os Pretorianos e Os Mercenários, e que nos inspirou para tanta análise crítica.



Jean Lartéguy.


Do ‘Juca’ (João Pereira de sua graça) poucos se lembrarão, mas muitos ainda hoje se recordarão duma senhora (hoje perto dos 80 anos) que, seja às compras seja passeando-se, leva sempre um papagaio ao ombro. É a mãe do ‘Juca’.

Quem morava na minha rua era o ‘Palitó’, casa de família no número 13, que era o nosso barbeiro de referência.


O nº 8.


Mas também morava, já falecido entretanto, no rés-do-chão de esquina do numero 8, em descida para a Praceta, um radioamador conhecido em todo o mundo, cujo nome nunca consegui saber.

Lembro-me do personagem, raramente avistado, que era casado com a senhora que na rua chamávamos a ‘feia-boa’, mulher bem composta e muito elegante.


Considerando que este arrazoado já vai longo e querendo poupar a vossa paciência, vou terminar com um apontamento exótico, ou surrealista, se quiserem.

No rés-do-chão ao lado da casa dos meus pais (número 9), portanto com quintais vizinhos, morou algum tempo um casal que primava pelas atitudes estranhas, invulgares. Mas o que nos marcou durante uns quantos verões, foi a aberração (não sei que outra coisa posso chamar) de irem para a praia com um galo pela trela.

Das inúmeras conversas que fui ouvindo, retive duas “explicações”. Uma seria a recorrente que explica a necessidade de ser diferente, pois que toda a gente leva o cãozinho, e assim eles levavam o galo.

Outra mais rebuscada, que se sustentava no facto de (de vez em quando) o Maestro (na época pianista e compositor) António Vitorino de Almeida levar o seu burro para a praia (creio que Carcavelos), logo um galo seria mais simpático e igualmente ‘inovador’. Feitios!!!!!!!!!!!!!



E agora digam lá se a minha rua não era o centro do mundo Paçoarquense.

Por tudo isto, não entendo como é que outra Bardinada, ou Paçoarquense mais distraído, não deita do bestunto para fora coisas semelhantes.

Preguiça ao mais alto nível; ineptos, sanguessugas, trogloditas, palhaços, desqualificados mentais, ‘xonés’, trafulhas, levianos, hematozoários, patetas, estronços, retardados.


E não digo mais por vergonha.

Mas deixo-vos aqui dois poemas bem conhecidos e, em minha opinião, adequados ao tema.


Menino do Rio

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...
Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...
O Hawaí, seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Toma esta canção
Como um beijo...
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...
Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...
O Hawaí, seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...

Caetano Veloso




Os putos

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais á solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

José Carlos Ary dos Santos






Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


RECORDAR É VIVER

ADIVINHA

Três Paçoarquenses, então bem conhecidos da e na ‘praça’, pelos idos de 1969, agarraram na trouxa, meia dúzia de tostões, que a vida não era para brincadeiras, e debandaram todo um verão para a ilha de Armona, mesmo em frente da cidade que também celebrizou um Homem de raro carácter, bem querido desta nossa Vila de Paço de Arcos, Patrão Joaquim Lopes.

Por lá andaram, arregimentando umas moedas, sobretudo à custa das turistas estrangeiras, e daqueles que não conseguiam ‘engatá-las’ e recorriam aos serviços dos especialistas. Muito treino.
















Quem consegue identificá-los?





Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.