31 de março de 2010

AQUI HÁ CULTURA



O CORO DA ERMIDA

Existe em Paço de Arcos uma associação de carácter cultural, que nos apraz de sobremaneira registar, deixando alguma informação sobre as suas actividades.

Embora já tenha mais de dois anos de existência, só agora tomámos conhecimento das suas iniciativas, as quais consideramos, desde já, da maior importância na divulgação da cultura na nossa vila, principalmente na área da música.
Ficam aqui alguns elementos que conseguimos obter através de uma pesquisa que fizemos na net e que esperamos ajudem a todos os que nos visitam a ter um conhecimento mais alargado do Coro da Ermida.
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O Coro da Ermida surgiu em Fevereiro de 2007 com o intuito de desenvolver actividades culturais no centro histórico de Paço de Arcos. Actualmente é constituído por cerca de vinte cinco jovens com idades compreendidas entre os oito e os trinta e cinco anos, todos com experiência coral anterior. O Coro pretende interpretar repertório sacro, não excluindo outros géneros musicais, mas conferindo à tradição cristã um papel destacado. A realização de concertos regulares na Capela do Senhor Jesus dos Navegantes e a formação musical dos jovens que constituem o Coro são os objectivos fundamentais do grupo. É dirigido pela Maestrina Margarida Simas.


Cartazes de eventos do Coro da Ermida.


O ciclo de concertos Música na Ermida pretende reunir, na Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, públicos interessados na música coral e instrumental. Estes concertos contarão com a presença de músicos convidados, aos quais se juntará a actuação do coro. Esta dinâmica de concertos, que se pretende regular (Janeiro, Março e Maio para o primeiro ciclo), visa devolver ao centro histórico uma forte tradição musical iniciada em 1929 pelo Orfeão de Paço de Arcos, dirigido pelo maestro Gustavo de Lacerda. Este trabalho, entretanto esquecido, promoveu a cultura musical através da realização de concertos na vila e arredores. A Ermida-Associação cultural acredita que, num tempo em que tanto se fala de qualidade de vida, não pode haver vida com qualidade sem a existência de encontros públicos em torno da música.
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Aqui fica o e-mail para eventuais contactos dos interessados:

ermida.associação.cultural @ gmail.com



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Colaboração do Bardino Vitor Martinez.

26 de março de 2010

JANTAR MENSAL


Realizou-se ontem, quinta-feira, pelas 20 horas da noite, mais uma Assembleia Geral Ordinária, vulgo jantar, da massa associativa bardiníca paço-arquense do coração.

Teve lugar no Restaurante Aquarela do Brasil, portanto logo o repasto tinha de ser, e foi, tipicamente brasileiro e constou de uma variedade que todos experimentaram pela primeira vez e que foi do agrado geral: referimo-nos a um prato praticamente desconhecido de todos nós e que dá pelo nome de "picanha com alho"!

Todos nós já conhecíamos de sobejo a famosa picanha, mas esta "picanha com alho" foi na realidade uma agradável surpresa!

Estiveram presentes 11 bardinos, havendo a registar as ausências de 3 elementos, a saber: o bardino Sampaio, por razões que se prendem com a sua ausência do país e de Paço de Arcos; o bardino Tormenta, por teimar em não querer deixar de trabalhar, nem na noite da Assembleia Geral; e o bardino Castro, que devido à sua intensa actividade teatral não pôde também estar presente.

A assembleia decorreu dentro da normalidade, isto é, com toda a bardinagem a falar em altos gritos e todos ao mesmo tempo, mas dentro desta normalidade ainda se conseguiram aprovar por unanimidade e aclamação (embora com a ausência de alguns bardinos mais distraídos, que não faziam a mínima ideia do que se estava a passar!!!), duas propostas de outros tantos bardinos: uma que passou a considerar o nosso grande amigo e grande paço-arquense do coração, Alexandre Baiona, "Bardino Por Correspondência" (e isto por se encontrar a residir já há longos anos em Viseu) e a outra que, devido aos desastres sucessivos que se sucedem no euromilhões, propunha a alteração da contribuição para este concurso e que foi aprovada pela alternativa mais sensata: se não sai nada então baixa-se o preço das contribuições para evitar que estejamos todos falidos daqui a pouco tempo!!!

Voltando ao repasto e à novidade da "picanha com alho", podemos dizer que a mesma estava a contento da bardinagem, bem confeccionada, servida em quantidades mais que suficientes para aquela hora da noite, o vinho (brasileiro de marca completamente (des)conhecida) também aprovou na generalidade e as sobremesas estavam deliciosas, embora servidas já um BOCADO tardiamente.

Apenas um reparo ao serviço que, embora com pessoal muito simpático, não foi exemplar, deixando o maralhal pendurado quase meia-hora entre o final da picanha e as sobremesas. Alguma inexperiência nesta vertente de servir grupos mais numerosos, pode explicar o acontecido.

Para terem uma ideia do que foi e o que se passou nesta Assembleia Geral Ordinária do mês de Março, aqui ficam algumas (muitas) imagens da mesma.

Divirtam-se a vê-las, que é aquilo que nós fazemos e é o melhor que se pode levar desta vida!!!


Até à próxima assembleia!!!




Aspecto geral da bardinagem.


O Mandante José Manuel Rodrigues, que desta vez
não se pode queixar que o fotógrafo
o deixou ficar mal na fotografia.


O bardino Vitor Pestana antes do sorteio do euromilhões.


O bardino Nortadas muito atento ao que por ali se passava.


O bardino Fernando Reigosa sempre atento
para que nada faltasse à bardinagem.


Hélder Martins, um bardino de se lhe tirar o chapéu.


O bardino Carlos André sempre eloquente, embora aqui
algo espantado.


Um dos aniversariantes, o bardino Carlos Neves.
O outro, o bardino Tormenta, esteve ausente.


Rafael Ferreira, o bardino que distribui mensalmente
os prémios do euromilhões.


O bardino Nicha, o sr. Presidente.


O bardino Vitor Martinez, em auto-retrato como é hábito,
de outra forma não aparece por aqui.


O bardino Mário de Almeida, ontem mais silencioso que o costume.





O bardino Carlos Neves, começando a tarefa do "desembrulho".


Uma peça de porcelana chinesa do séc. V,
com um barco tradicional português.


Idem, ide, aspas, aspas.


O livrinho do costume.





O bardino Vitor Pestana nos preparativos
para o sorteio dos novos números
para o euromilhões.


Rafael Ferreira tira os primeiros números.


O bardino Vitor Pestana numa fase delicada do sorteio.


Vitor Pestana a indicar-me quais os números que eu devia tirar.


Reparem no ar do Mandante e do bardino Nicha, muito interessados
no sorteio dos números para o euromilhões.


Quase uma hora depois do começo ainda havia números para tirar.





E agora pra rebater, vai um ovinho estrelado??!!!


Aqui está ele.


Que satisfação!


Até deu para molhar o pãozinho!


Aqui também, o pãozinho!!


O ovinho estava mesmo uma delícia!!!





Efeitos do ovo estrelado, só podia ser!!!


Não, não é outro ovo estrelado, mas lá que parece, parece!!!


Guloso!!!


Tás a perceber, não tás??!!!


Não é o que parece, posso assegurar!!!


O Mandante nas provas.


Queriam saber, mas a bardinada não diz quanto foi a dolorosa.


O bardino Hélder Barreiros!!!


Havia os "3 Estarolas".....




Colaboração do Bardino Vitor Martinez.


24 de março de 2010

O NOSSO JARDIM

O Jardim de Paço de Arcos

Assim conhecido universalmente, o jardim da avenida Marquês de Pombal, foi outrora o ‘ex-libris’ de Paço de Arcos.



Quem passava na marginal raramente resistia ao ‘chamamento’ de nele se passear.

Também atraiu em tempos muitos forasteiros principalmente entre o fim de Agosto e o princípio de Setembro, todos os anos, aquando das festas do Nosso Senhor dos Navegantes, com cavalhadas (voltaremos a este tema oportunamente) marchas populares criadas, ensaiadas, cantadas e desfiladas exclusivamente por gentes da terra. Inúmeras outras atracções para satisfação de quem nos visitava, das crianças e, naturalmente, para nosso orgulho.



Nesses tempos não se passava sem um conjunto de actividades desportivas ligadas ao rio, necessariamente, como regatas de barcos á vela, de remo, de provas diversas de natação, pesca, etc., mas também doutras ligadas ao Clube Desportivo de Paço de Arcos.

Foi antro de grandes eventos desportivos, hóquei em patins, obviamente, palco de jornadas com impacto mundial.



Recordo-me, ainda criança, iniciado no basquetebol, de ter defrontado uma equipa de lutadores (muito em voga na altura) encabeçados por um tal Tarzan Taborda, para divertimento do imenso público; ou de um jogo de hóquei em patins entre equipas de gente que não sabia patinar (quando me lembro, ainda me dói o rabo).

E a delícia que era, nesta e em qualquer outra época, inverno incluído, “estacionar” na magnífica esplanada, ponto de encontro mandatório para o ‘pessoal’ da Vila, que atraía os ‘estrangeiros’, os ‘banhistas’ e quejandos, para um agradável bate-papo, ou só para contemplar o rio, ouvir a passarada.

Entretanto passaram os anos e o que foi que fizeram ao nosso jardim?



Nem sei por onde começar, ou a quem morder as canelas.

Ou por outra, até sei, mas quero ter a elegância de não disparatar, como alguns mereceriam.

Vou tentar cingir-me aos factos, única e exclusivamente, mas terão que me perdoar, se soltar algum queixume mais ácido; é que o que dói, dificilmente se consegue controlar.

O comentário de saída, esse será o que a minha musa me ditar, e se alguém não gostar, paciência, aja ou olhe para o lado, que é o que mais temos nesta terra (que não merecia).

O meu problema inicial é por onde começar. Não consigo estabelecer uma escala de prioridades ou de afectações. Vai como calhar, e fé em Deus.

O lago dos patos sempre foi o parente pobre deste Concelho. Digo isto porque todos os que vi, poucos, é certo, estavam bem mais elaborados e cuidados que o de Paço de Arcos, mas já vivíamos bem com esse ‘handicap’, tal como as nossas crianças. Agora acabar com a coisa, sem mais satisfações como se vê……



Transformando o espaço em ‘casa de pombos’…………………. Só que aqui estão trancados.



Já que o original, foi ‘invalidado’, sem que se saiba porque ‘carga de água’. Taparam as entradas aos pássaros. E esta, hem??? É apenas mais um mistério.



Aliás esta aberração fica a condizer por completo com o estado de conservação da esplanada/restaurante, que tanto temos – toda a população de Paço de Arcos – reclamado, sem demover os “crâneos” que vão enxameando esta nossa terra com o seu ‘exemplar saber’.

Só não se percebe, nem há imaginação por mais delirante que seja que explique, o porquê desta saga anti-Paço de Arcos, que já começa a pedir outras medidas populares. Precatem-se. Se a malta se enerva vai ser complicado.



Vale que o empedrado da ex/futura/talvez esplanada se tem mantido razoavelmente estável apesar das intempéries e do não cuidado, excepção feita aquelas duas árvores que foram arrancadas há uns 4/5 anos, e cujos buracos permanecem, chegámos a pensar que seria para replantar, mas agora estamos convictos que é mais uma daquelas incontáveis coisas que vão ficar perdidas na memória dos tempos (na nossa, porque os que podem e devem decidir coisas tão simples como esta não têm disso – memória).



Por falar em árvores, que tal pensar em dar um tratamentozito às palmeiras do jardim?

Já era tempo, estão com um ar tão desgraçadinho que até dá vontade de chorar, não fora dar-se o caso de não sermos atreitos a esse tipo de manifestação.

C’um caneco, será preciso fazer uma ‘manif’? Um abaixo-assinado? Uma petição pública? Uma greve de fome? Arre!!!!!!!!!!!!!!!!



Pode não se notar bem nestas fotos, mas as folhas de baixo estão amarelas, desfiadas e tombadas, claro. Era altura de as cortar, porque impedem o crescimento saudável das palmeiras.

Não vou voltar a falar do parque infantil (hoje). Até eu já tenho vergonha de abordar o tema. Compreendo que quem não se preocupa com o próximo, é assim que se comporta. Ignorando. Paciência.



Um dia talvez ainda se possa voltar a ouvir o riso das crianças por aquelas bandas.

Oxalá que não o choro, porque este nosso jardim tem algumas armadilhas para os putos, que facilmente poderiam ser obviadas, Então, porque não?



Buraco jeitoso na bancada do ringue, para se dar um trambolhão perigoso. À direita mais um buraco, perto do outro, onde existiu uma árvore. E assim ficou. Palavras para quê?



E que dizer deste magnífico artefacto? Interessante. Óptimo para dar uma ‘palhaça’. Sem mais comentários!

Por outro lado, o velho problema do lençol de água na passagem inferior para a praia velha, merece que voltamos ao assunto com uma outra abordagem.

A tal bomba de extracção de água existe e funciona. Pude comprová-lo hoje.



Assim sendo, a incúria de não a utilizar, como aconteceu nas duas últimas semanas, fazendo objectivamente perigar a vida dos pescadores que se vêem obrigados a atravessar a marginal por cima, é atentatória do bem-estar e da segurança das populações.




Será que por uma vez os responsáveis (???) vão tirar alguma ilação? Irão solucionar este intrincado problema? Querias!!!!!!!!!!!!!



Nota - Este texto foi escrito em 13.03.2010, havendo portanto algum desfasamento nesta sua publicação aqui no blog. Por motivos de força maior só agora foi possível a sua publicação.





Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.