15 de setembro de 2009

MEMÓRIAS DA BARDINAGEM 02


A segunda recordação que quero aqui deixar, também a vi na televisão e foi inesquecível: a vitória do Benfica, na Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1962, sobre o Real Madrid, por 5-3!!!

Não sendo benfiquista, acho que naquele momento senti-me, acima de tudo, português e como português, como eu gostei de ver os espanhóis levarem cinco, depois de se convencerem que aquilo estava no papo e de ver o melão com que ficaram quando o jogo terminou.

Curiosamente a minha memória transporta-me para o mesmo local onde, no post anterior, mencionei que via com extremo interesse o Bonanza: o 2º andar da esquerdo de um prédio na Rua José Oliveira Raposo, situado na nossa vila, ali bem perto do mercado.

E a imagem que retenho com maior insistência é a de algures durante o jogo chegar à varanda que tinha no meu quarto e espreitar a rua que estava completamente deserta, excepção feita a meia dúzia de pessoas, se tanto, que viam o jogo na montra da loja do Rogério Maia, que ficava, e fica, mesmo ao lado do prédio onde morava!!!

Falando deste jogo é a primeira imagem que me vem à memória e que relaciona de imediato essa mesma recordação com Paço de Arcos!!!

Talvez não tenha sido o melhor jogo de futebol a que já assisti, mas foi de certeza dos mais emocionantes e dos que mais gozo me deu ver uma equipa portuguesa ganhar!!!

Para quem assistiu a esse jogo e quer matar saudades dos cinco golos que nele se marcaram, aqui ficam eles, narrados não pelo célebre Alves do Santos, mas por um locutor inglês que vibra intensamente com o jogo.


video




Colaboração do Bardino Vitor Martinez



1 comentário:

Fernando Reigosa disse...

Memória insuperável.

Para quem não esteja identificado com a minha 'filiação' clubística, e para evitar más interpretações ou outras balhanas do género, desde já vos ponho ao nível:
Eu sou adepto, sócio e indefectível apoiante (em todas) do CLUBE DE FUTEBOL "OS BELENENSES".

Posto isto, sempre vos digo que este jogo em particular, me trás á memória uma febre nacionalista quase incomparável a outras situações de especial honra para este país (por exemplo as primeiras grandes vitórias do Carlos Lopes ou da Rosa Mota). Outras haverá, mas prefiro ficar-me pelas desportivas que sempre são mais sãs (ou eram).

Que me desculpem os FCP's, mas a diferença está mesmo é na atitude provinciana dos seus dirigentes, com o PC á cabeça. O Benfica quer se queira quer não, foi o principal fautor de pôr o desporto Português nas bocas do mundo.

A verdade é só uma e .......

Amigo Vitor, muito obrigado por estas memórias.