15 de fevereiro de 2010

FIGURAS DA VILA 22 (I)

O JER


De sua ‘graça’, José Eduardo Rocha, ‘alfacinha’ de gema, nasceu em Lisboa em 1961.

Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, expôs pintura, desenho e ilustração desde 1981. Realizou individuais (p. ex. SNBA 1986) e participou em colectivas (p. ex. Novos-Novos 1984, Gulbenkian 1987, Tendências 1991, Salão Lisboa 1998, Ilustração Portuguesa 2002 e 2004, Imagens Projectadas # Instalações 2005), bienais nacionais e internacionais (p. ex. Tessalónica/Grécia 1986, Vila Nova de Cerveira 1984 e 1988, Valência/Espanha 1992, Bienal da Maia 2001, Luzboa 2006), feiras de arte e festivais (p. ex. Expo 98, Expo Hannover 2000, Festival Músicas do Mundo 2006).

Concebeu cenografias e figurinos para o Ballet Gulbenkian (1983) e vários grupos de teatro. Realizou trabalhos gráficos (p. ex. Jazz em Agosto/Gulbenkian 1987, Lisboa 1900 (1988)) e filmes de animação (RTP 1989); publicou regularmente (de 1981 a 2001) ilustração e banda desenhada em jornais e revistas (p. ex. Sete, O Jornal, JL, Semanário, Máxima, Rua Sésamo, Ler, Expresso, Independente, Público) e ainda em discos, livros, programas, catálogos, cartazes, postais e CD-ROM.

Estudou música particularmente e frequentou cursos e seminários de composição, no Conservatório Nacional de Lisboa e na Fundação Gulbenkian, com Iannis Xenakis, Cândido Lima e Emanuel Nunes. Na Escola Superior de Música de Lisboa, frequentou o curso de Composição, tendo estudado com António Pinho Vargas e Christopher Bochmann, entre outros. Frequentou o Mestrado em Ciências Musicais (Musicologia Histórica), na FSCH (Universidade Nova de Lisboa).

Durante os anos 90, intensificou o seu percurso simultaneamente plástico, dramatúrgico e musical.

Fundador e director do Ensemble JER – Os Plásticos de Lisboa, um grupo de artistas/músicos formado para interpretar um reportório para instrumentos de plástico (toy instruments), realizou, desde 1990, mais de 100 espectáculos (p. ex. CCB, Mosteiro dos Jerónimos, Culturgest, Cineteatro Monumental, Teatro Maria Matos, Teatro Rivoli, Expo 98, Sé de Lisboa, Expo Hannover 2000, Teatro Nacional de S. João, Teatro Nacional D. Maria II). O reportório do Ensemble, bastante variado (de Dufay à actualidade), inclui também obras que novos compositores dedicaram à panóplia de instrumentos específica do grupo. O Ensemble JER participou ainda em diversas gravações para teatro, cinema, rádio, televisão e disco.


Actual Formação do Ensemble JER

José Eduardo Rocha (JER)
Concertino, 1ª melódicas soprano & alto Hohner,
1º, 2º e 4º violinos Chicco, clarina 12 Hohner,
melódica Antonelli e corneta de plástico I.

Nuno Morão
Obbligato, 2ª melódica soprano Hohner, orgão Antonelli,
Wind Mill Whistle, claxoneto I, apito-comboio Acme I,
flauta allegro Hohner, flauta de êmbolo, Tune Town Violin,
clarina 8 Hohner, 3º violino Chicco, clarinete & trompete Bontempi,
corneta de plástico II e percussões (metalofone, bass drum,
mini steelpan, sinos rústicos, bombo Reig & wind chimes chineses).


Susana Ribeiro

Ripieno I, Piano, apito-comboio de plástico I,
vibratones, Blast Blocks & wind chimes chineses.

Vasco Lourenço

Ripieno II, Piano, orgão Bontempi, apito-comboio de plástico II,
vibratones & Killer Klave.


Paulo Guia
Continuum, Clarinete em Si bemol, claxoneto II,
cymbal, apito-comboio acme II & apito-comboio Osul,
clarinete baixo em Si bemol & maestro em Clapping Music.



Como compositor, é autor de mais de 60 obras originais e mais de 60 arranjos e transcrições, de entre um reportório para instrumentos de plástico, peças de teatro musical (ópera) e obras para diversas formações.

Em 1992 foi duplamente premiado - Teatro na Década/CPAI - pelo seu espectáculo A Saga da Formiga que foi apresentado em Portugal e Espanha. Das suas criações destacam-se: Futebol (1995-97), Volkswagner (1996-2000), Sinfonia Náutica (encomendada pela Expo 98), Viagens na Minha Terra (1999-2000), Missas do Homem Armado (1999-2000), Sr. Dr. Fausto (2001), Cozido à Portuguesa (2006), a ópera Os Fugitivos (com libreto de Rui Zink), uma encomenda do Teatro da Trindade para a temporada de 2003/04 (que foi transmitida pela RTP 2, em 2004, 2005 e 2006), e Piccola Sinfonia Pimba, escrita para a OrquestrUtopica, estreada no 30º Festival do Estoril (2004).



Além disso, criou e dirigiu música original para espectáculos de teatro, workshops, audiovisuais e outros eventos. No teatro, colaborou musicalmente com o grupo Persona, em O Paraíso (Miguel Torga) e Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente), em 1991; com Jorge Silva Melo e os Artistas Unidos nos espectáculos O Fim (JSM), Prometeu (JSM), Coriolano (Shakespeare) e Fatzer (Brecht), de 1996 a 1998; e com Manuel Wiborg em Uma Laranja Mecânica (Burgess), em 2006.

No cinema, fez música para os filmes Luz Submersa (2001) e O Rapaz do Trapézio Voador (2002) de Fernando Matos Silva; e para a série de animação (Animanostra 2007). Em 2003 gravou para a Universal a sua peça Eu Quero SerPrelúdios & Fugas sobre o nome de Carlos Paredes, integrada no duplo CD Movimentos Perpétuos – Música Para Carlos Paredes.



Como musicógrafo, escreveu o anexo 14 Anotações sobre Música Contemporânea Portuguesa, incluído na 4ª edição da “História da Música Portuguesa” de João de Freitas Branco (Europa-América 2005).

Foi membro de júris e tem realizado conferências em diversas instituições. Em bienais de jovens criadores dos países do mediterrâneo, representou Portugal nas áreas da banda desenhada, teatro e música. Foi apoiado pelo CPAI (1992 e 1995), e subsidiado pela SEC (1986) e pelo IPAE (1999).

Foi docente de Figurinos e Música no Chapitô (1992/93); e desde 1998 na ESTGAD (actualmente ESAD – Escola Superior de Artes & Design/Caldas da Rainha), leccionando Artes Plásticas, Desenho, Ilustração & BD, Artes Sonoras, Música & Ritmo, Expressão Musical, Formas Visuais & Sonoras e Encenação I. No âmbito das disciplinas musicais e performativas tem formado diversos grupos - o Estgad Varèse, Gamelão da Estgad, Harém Vocal, Treatro, Ensemblesad, Bem Vindo (duo de pianistas)



- e tem organizado diversos eventos escolares e públicos, como a ópera Sr. Dr. Fausto (2001), o concerto Obras de Vanguarda do Século Passado (2002), os mini festivais: Encontros Esad de Música Contemporânea (2003), Festa da Música (2004) e Edifício da Música (2005). Em 2006 encenou - no Teatro da Rainha - as peças Os Dois Minetos (Plauto) e Tristes Trópicos (G. Mendonça), esta última em estreia absoluta, com o grupo “Treatro” (2º ano do curso de Teatro).

Tem o JER em particular, como também o seu Grupo um extensíssimo reportório, que seria impraticável, sequer enumerar neste Blog.

Apreciem por vós a competência, escondida diria eu, desta personagem que nos honra com a sua vizinhança.

Ainda recentemente deu um espectáculo em Paço de Arcos; vejam abaixo a apresentação e deliciem-se.






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Colaboração do Bardino Fernando Reigosa.


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